terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A última do ano

Não tem o que fazer, fim de ano é fim de ano... mas, afinal, o que é um ano? É o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol! E o que tem isso de tão especial? Ah, pode ter a ver com as estações, ou seja, em um ano fecha-se um ciclo completo de todas as fases e proporções possíveis de fotoperíodo, precipitação, fenologia das espécies (que tem a ver com os dois primeiros...). Mas em tempo de mudanças climáticas pode não ser assim tão óbvio... além disso, seguindo essa linha de raciocínio, por que dezembro? Por que janeiro?

Não sei e, sinceramente, prefiro não saber, rs... mas essas convenções tem algumas vantagens, pois a força do "consciente coletivo" é muito forte. Imagina só que TODO O MUNDO, literalmente, está nessa energia de fim de ano, começo de ano. Tem o lado chato - pra não dizer chatíssimo - da avalanche de consumo, da catarse coletiva em prol da tríade churrasco-cerveja-praia, da ânsia em "aproveitar" cada instante de "descanso", que muitas vezes é a maior Cilada.

O lado legal, que corre o risco de também ser um pouco chato (não tem jeito, fim de ano é fim de ano...), só que aí depende mais da sua atitude pessoal, do que do coletivo. Esse outro lado é a dobradinha retrospectiva + lista de intenções! Dá pra usufruir dessa imensa energia do "grupo" e surfar um pouco nessa onda. Eu considero bastante saudável fazer de tempos em tempos um balanço da vida e nessa época "todo mundo" faz isso, é esse o lance do "coletivo", a vibe, saca?! rs...

No aniversário também é legal, mas aí é bem pessoal, único. Às vezes fatos inesperados da vida também nos fazem dar essa parada, como uma doença, uma perda, um ganho :), mas tudo no âmbito bem particular também.

Ou seja, sempre é tempo de avaliar, de planejar, de sonhar. Mas parece que agora fica mais fácil... todo mundo fala disso! Então deixa de bico, de torcer o nariz pros lugares-comuns e aproveita! O que foi legal em 2009? Dá pra prolongar isso? O que você aprendeu? O que não foi legal? Deu pra aprender com isso também?

E o que você quer de 2010? Está feliz com a sua profissão? Com a sua carreira? Como anda sua saúde? E os relacionamentos? Pra qual amigo você telefonou esse mês? E com quais amigos você não fala há pelo menos três meses? Como está sua família? Qual foi a última vez que você disse pros seus pais/filhos/irmãos/sobrinhos/avós/primos o quanto os ama? E a sua casa? É um lugar agradável? O que você pode fazer para ficar ainda melhor? E as suas atitudes cotidianas? Você leva sacolinha pra recolher o cocô do seu cachorro na rua? Faz compostagem ;) ? Quantas vezes usa o carro por semana? Daria pra ir de bicicleta? E os sonhos? Que lugar você quer conhecer esse ano? Está pensando em ter filhos (pense bem, rs...)? E abrir o próprio negócio? Que tal voltar a estudar?

Mas lembre-se que o momento é de avaliação e planejamento pessoal e coletivo. Esse ano tem eleição... você já pensou sobre isso? Sobre como anda nosso país? De onde viemos, para onde vamos... O Aralume não é apartidário, muito menos apolítico... em breve bandeiras serão hasteadas por aqui! Você já tem a sua?

Feliz 2010!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nas nuvens


Estou com um amigo querido em casa, o Axé, que mora na Alemanha e veio passar o fim de ano com família e amigos - itens raros nas terras germânicas. Ele é um fiel leitor do Aralume e não se conformou que eu iria dar um furo, justo hoje que ele está aqui!

Bem, são 22h38 e eu tenho um tema muito legal, que me veio justamente através de uma amiga de origens alemãs, a Ana Schilling. A Ana é aficcionada por livros e esse ano nos presenteou - a mim e ao PC - com dois livros e é sobre um deles que quero falar: o "Guia do Observador de Nuvens".

O autor (Gavin Pretor-Pinney) é fundador da The Cloud Appreciation Society (http://www.cloudappreciationsociety.org/), uma entidade que reúne observadores de nuvens... uma viagem! Ainda estou no começo do livro, mas ele já mudou totalmente meu olhar para o céu.

Prometo que voltarei a trabalhar nessa postagem, pois quero muito colocar alguns trechos do livro, mas tenho que aproveitar os preciosos minutos com o Axé, que está contando histórias interessantíssimas da sua vida na Alemanha, Tailândia e Ghana (?!). Agora teremos uma sessão de fotos e amanhã acordo cedo pra trabalhar...
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Estou de volta e preferi não mudar o "prefácio", porque ele tem um "clima" todo especial! E qual não foi minha surpresa quando, no domingo, ao responder uma das 50 questões do concurso público que prestei, uma delas era justamente sobre... nuvens! A questão descrevia um tipo de nuvem e era preciso assinalar a alternativa com o nome dessa categoria. Pelo menos um ponto eu sei que fiz, rs... tratava-se do tipo Cumulus, que é a nuvem mais típica (o primeiro capítulo do livro), aquela que aparece em desenhos infantis, que tem contornos bem definidos, um aspecto de "couve flor" e um branco brilhante. Elas parecem ser as coisas mais fofas do mundo e duvido que já não tenha passado pela sua cabeça como seria legal "mergulhar" numa nuvem Cumulus! Ah, essas nuvens são chamadas de "nuvens de tempo bom", pois não provocam precipitação. O que pode acontecer é ela crescer e se tornar uma Cumulonimbus. Aí, tire os aparelhos da tomada porque vem uma boa tempestade!
E por falar em tempo bom, segue um trechinho do livro:
"Manifestemos aqui nosso desprezo por todos os que pensam nas nuvens como o contrário de tempo bom. Uma tarde preguiçosa e ensolarada sob os flocos de algodão-doce levados pelo vento é muito mais interessante que a monotonia de um céu azul limpo e chapado. Não se deixe levar pela lavagem cerebral dos fascistas que cultuam o Sol - a Cumulus desempenha um papel fundamental para um perfeito dia de verão"
Agora algumas informações mais "técnicas". Existe toda uma sistemática de classificação das nuvens, que segue a mesma lógica de nomes latinos binomiais utilizada para vegetais e animais. Para os que não são muito familiarizados com essa nomenclatura, o primeiro nome se refere ao gênero, e o segundo é o epíteto específico (adoro isso, rs...): os dois nomes juntos formam a definição formal da espécie, como Homo sapiens (nós somos bicho, sabia?!), Caesalpinia echinata (o nosso simbólico Pau-Brasil) e Panthera onca (dá pra adivinhar?!). Um detalhe importante é que os nomes científicos são sempre escritos em itálico e apenas o primeiro nome com letra maiúscula. Ah, nunca levam acento.
Mas voltemos às nuvens. A nossa querida Cumulus pode ser de três espécies: C. humilis (as pequenas), C. mediocris (medíocre... média), C. congestus (grandonas) e C. fractus (com contornos mais "esfarrapados"). Como toda taxonomia, não é assim tão simples, então precisa de algum estudo pra saber diferenciar uma C. fractus de uma Stratocumulus (!). Não vou colocar aqui todas as espécies, pois são muitas (claro que não tanto quanto nos reinos animal e vegetal, mas ocupariam alguns preciosos minutos de digitação - minha - e leitura - sua), mas aí vão os gêneros:
Nuvens baixas:
- Cumulus
- Cumuloninbus
- Stratus
- Stratocumulus
Nuvens médias:
- Altocumulus
- Altostratus
- Nimbostratos
Nuvens altas:
- Cirrus
- Cirrocumulus
- Cirrostratus
Para saber mais, read the book e veja o site da The Cloud Appreciation Society, lá tem fotos incríveis!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mau humor

Pelo que me lembre, todas as postagens do Aralume até agora foram super felizes ou, pelo menos, otimistas. Nada de revolta, rebeldia, raiva... mas eu não sou nenhuma Poliana e a TPM da semana passada foi tão avassaladora, que nem o Aralume escapou!

A TPM em si já seria motivo suficiente, mas aí quando eu paro pra pensar que estou me deixando levar por um surto hormonal, fico mais furiosa ainda. Por que eu não consigo me controlar?! Que "castigo" é esse que nós mulheres temos que suportar a cada 28 dias?! E se você é homem, nem vem falando que também tem que suportar, pois convive com mulheres. Nada disso, você não tem absoluta noção do que se passa, e levar umas "patadas" é coisa pouca.

E justo na semana passada, baixei o seriado Cilada e assisti uns episódios. Eu me identifico muito com o Bruno, com aquele mau humor crônico dele, que no fim só o faz se meter em ciladas maiores. E qual não foi minha suspresa, quando em um episódio ele diz que é taurino? Não sei se essa é uma característica do signo, mas achei engraçado... enfim, assistir essas ciladas e as reações do Bruno, só me fez ficar mais sem paciência, rebelde, revoltada... que cilada!

Bem, agora já foi, já passou, mas recomendo o seriado! Dá pra dar umas boas risadas... só não vai assistir na TPM!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mais um blog...

Essa semana está oficialmente no ar o blog da Unidade Itu do Método DeRose: http://metododerose-itu.blogspot.com

E adivinha quem está escrevendo? Quem, quem, quem?!

O blog é mais interessante para quem é de Itu, pois divulga as atividades da escola, mas eu não poderia deixar de anunciar no Aralume esse novo "irmãozinho". Então aproveita e dá uma olhadinha lá!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O mundo está grávido!


Não, eu não estou grávida. Nem pretendo tão cedo... mas estou numa fase em que as pessoas da minha faixa etária "resolveram" procriar! Já há algum tempo tenho "notícias isoladas" de contemporâneos se multiplicando, mas agora está acontecendo uma verdadeira avalanche. Até a personagem do seriado que estou assistindo anda às voltas com uma barriga e muito enjoo.

E nesse cenário não tem como não pensar sobre o assunto. Vou confessar que já fui mais xiita, e me ver assim "amolecendo", me preocupa, rs... esse fim de semana conheci o filhote de uma amiga da faculdade, a Teluíra. Que neném fofo! Ele é tão risonho, lindinho e fofinho... e a Telu tá tão feliz, realizando sonhos, mudando de vida. Me peguei pensando: "por que não?!".

Na minha fase mais xiita, meu principal argumento - usado comigo mesma - era de que o mundo já está estufado de gente, e que aumentar essa população seria um ato insano com o planeta e com os próprios seres a se integrarem nessa loucura. Para mim o ímpeto de ter filhos nada mais era do que uma manifestação do gene egoísta (isso é sério, se não conhece, corra pro Google!). Um ato egóico de preservar sua carga genética em detrimento de toda uma espécie - ou de centenas de milhares de espécies, já que a nossa faz o que quer com todo o resto.

Ok, calma, essa fase já passou. Passou porque eu entendo que é preciso colocar no mundo pessoas bacanas, filhas de pessoas bacanas, pra ver se conseguimos pelo menos chegar naquele trecho onde é possível vislumbrar um tantinho de luz no fim do túnel. E além disso eu já estou desistindo de levar a vida muito "ao pé da letra"; faça isso, não faça aquilo.
Tá, mas se não é por "convicção ideológica", o que me faz sentir uma preocupação - pra não dizer pânico - ao me deparar com a possibilidade de uma vontade de um dia ser mãe? Em primeiro lugar é medo. Medo de passar mal, medo de ficar cheia de frescura, medo de não conseguir fazer as coisas que eu sempre fiz - e, mais ainda, as coisas que eu não fiz e que morro de vontade de fazer! Medo de sentir dor, medo de ver o meu corpo mudar, medo de me sentir vulnerável, medo de depositar uma carga muito grande de felicidade e expectativa em uma coisinha miúda, que vai crescendo e cria asas. Medo de ver meus medos espelhados num ser que para mim deveria refletir a perfeição.

Isso não é pouca coisa... mas ainda tem mais: também sinto muita preguiça. Preguiça de ouvir conselhos, preguiça de refazer rotinas, preguiça de pesquisar - mãe moderna pesquisa, e muito! Preguiça de pensar que vou passar noites sem dormir - pro resto da vida! Preguiça de explicar pras pessoas porque não vou dar carne pro meu filho. E por aí vai.
Enquanto isso eu me divirto com sobrinhos e filhos de amigos. E vou tentando fazer as coisas que eu acho que não conseguiria fazer se tivesse que cuidar de criança. Quanto aos medos, não sei se tem muito jeito... desconfio que toda mãe e todo pai carrega esse sofrimento, essa angústia, nem que seja lá no fundo. E mesmo assim dizem que é a melhor experiência da vida (experiência nada, que não existe "experiência" pro resto da vida!). Vai entender...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Saudade

O Paulinho da Viola, no documentário sobre sua vida "Meu Tempo é Hoje", diz que não sente saudade. Mesmo assim, ele tem uma música linda que fala da saudade, na verdade, Pra Fugir da Saudade. Talvez ele tenha conseguido:
Saudade
Você fez da minha vida
Uma rua sem saída
Por onde andou minha solidão
E hoje
Quando tudo é esquecimento
Uma flor sobrevive ao tempo
E se desfolha em meu coração
Para aliviar o meu sofrimento

Rompe em silêncio meu canto de felicidade
Dentro de um samba eu desfaço o que ela me fez
Quero abrigar, no entanto
Mais uma flor que renasce
Para fugir da saudade e sorrir outra vez

Eu não consigo fugir da saudade. Nem quero... não acho que sentir saudade seja assim tão ruim. Mas pesquisando um pouco sobre o assunto, nos meus queridos Google e Wikipédia, descobri que o que sinto é um pouco mais sério. O que eu sinto é nostalgia. Veja só a "gravidade" da coisa:

"Nostalgia é um sentimento que surge a partir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida. O interessante sobre a nostalgia é que ela aumenta ao entrar em contato com sua causa e não diminui como o sentimento da saudade. Exemplo: se alguém sente saudades de um conhecido, este sentimento cessa ao se reencontrar a pessoa; com a nostalgia é exatamente o oposto, ao reencontrar um amigo que gostava de brincar, este sentimento nostálgico irá se alimentar, e não diminuir como a saudade."

Com essa definição simples não preciso de mais nada para o diagnóstico. E é interessante notar que esse sentimento é geralmente deflagrado por músicas e cheiros - no meu caso. Ontem mesmo, ouvindo o disco "Circuladô", do Caetano (o vinilzão mesmo, que aumenta mais ainda a nostalgia, rs...), um turbilhão de imagens e sentimentos me veio à mente, de quando eu era pequena - o disco é de 1991 e eu tinha 10 aninhos... Minha mãe cantando, no sítio, eu e minha irmã brincando na terra, subindo nas árvores, esporadicamente o carro atolado e a gente cantando dentro!

Um lembrança puxa outra e, lembrando do sítio, vem de uma vez só um resumo da minha vida, que teve muitos dos seus momentos importantes vividos naquele lugar (mãe, não chora!). Haja nostalgia!

Enfim, música traz instantaneamente lembranças muito especiais. Eu não sei se com todo mundo é assim, mas eu geralmente quando "descubro" um disco, ouço até quase a exaustão, depois descubro outro e assim vai indo, de forma que aquele período fica bem marcado pela "trilha sonora".

Por exemplo, o "Fuá na Casa de Cabral", do Mestre Ambrósio, me lembra muito o estágio que fiz em Botucatu, com Assentamentos Rurais. Esse foi meu primeiro estágio na faculdade, e deve dar pra imaginar a quantidade de sensações que isso me trás. Mas o Mestre Ambrósio marcou toda uma época, pois seus três discos são realmente apaixonantes.

Da época que conheci o Paulo Cesar, o disco "Tábua de Esmeralda", do Jorge Ben, é um dos grandes ícones, junto com o sugestivo "Transa", do Caetano. E depois disso ele deu uma boa bagunçada nos meus registros musicais, porque um novo mundo se abriu, com milhares e milhares de músicas e novos artistas!

Mas o "Ventura", do Los Hermanos, marcou um certo verão Piracicabano, quando eu fui no primeiro show da banda e vi que eles eram muito mais do que "Ana Júlia", rs... teve também o primeiro álbum da Maria Rita, que leva seu nome, e traz lembranças de uma fase um tanto quanto turbulenta... "de repente cai o nível, e eu me sinto uma imbecíl".

E por aí vai... com relação aos cheiros, é muito engraçado, pois eu não sou de usar perfume, mas gosto de variar os cremes hidratantes, e quando eu retorno pra algum que usei há mais tempo, as memórias também são instantâneas, e lá vem a nostalgia!

Eu não vejo problema nisso, muito pelo contrário, até gosto! Eu fico feliz quando essas lembranças vem, pois me sinto viva. Reviver essas sensações me lembra o quanto fui (e sou) feliz, lembra também o quanto já consegui superar de coisas difíceis na vida, e isso me traz força para encarar as novas dificuldades - às vezes, inclusive, mostrando que algumas dificuldades presentes nem são assim tão grandes...

Sei que não corro o risco de "viver do passado", pois desde que me entendo por gente carrego comigo essa nostalgia, e ela não se restringe a um tempo específico, mas a todos os momentos da vida. Por isso tenho certeza que daqui a uns anos vou lembrar com carinho dos "tempo de Itu". Então agora vou escolher uma boa trilha sonora, tomar um banho e usar aquele hidratante novo! ;)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O sonho acabou

É o que acontece quando a gente acorda. E geralmente é uma sensação de alívio que vem nessa hora, por mais que o sonho tenha sido bom. Nada como a realidade!

E está sendo assim com o fim da Sempre Viva Orgânicos. O empreendimento relâmpago foi um sonho bom. Nunca vou esquecer de uma das primeiras vezes que eu estava na horta, trabalhando sozinha tirando uns matinhos, quando o S. Klaus (dono do sítio) chegou e puxou um papo, comentando como era bom mexer com a terra. Aí logo em sequida ele perguntou: "e na vida real, o que você faz?"... achei aquilo engraçado e pensei: "será que ele acha que eu to brincando aqui?!". Mas ele tinha razão. A horta foi muito mais um hobbie, uma diversão, um passatempo, do que um negócio.

Só que quando a diversão começa a ter muitas cobranças e compromissos e, pior ainda, consome uma verba que não estava nos planos, deixa de ser diversão. Mesmo que eu não quisesse que fosse só diversão; por mais que eu quisesse ser realmente uma agricultora, uma empresária do "agro-eco-negócio", a entrega não foi suficiente. Faltou perna. Aliás, faltou perna, braço, cabeça. Faltou estar presente.

Aprendi na pele, na prática, que não dá pra ter duas profissões e se dar bem nas duas. Ou você é bom em uma coisa, ou não é em nenhuma! Outra lição importante é que pra "mudar de ramo" - ou de galho, ou de árvore! - é preciso ter cacife. Tem que ter uma reserva financeira considerável, porque nenhum começo é fácil. E justamente porque nenhum começo é fácil que esse começo é tão importante em termos de entrega. Tem que suar a camisa mesmo! E não dá pra fazer isso com um pé em cada canoa...

Enfim, na decisão de ou ela ou eu, a engenharia florestal ganhou. Eu gostaria que o outro caminho tivesse sido mais longevo, mas olhando pra trás eu vejo que do jeito que começou, não daria mesmo.

Lucro financeiro líquido não houve, mas os aprendizados superam qualquer prejuízo e, no balanço final, eu fico com a minha querida profissão, aquela do "deproma". Olhando esse saldo eu vejo o quanto sou privilegiada, e afasto aquela nuvenzinha de frustração. Os afazeres cotidianos aos poucos apagam as lembranças daquele sonho que foi desfeito, e daqui a pouco é noite de novo, outros sonhos virão.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mais praia


Inaugurando a série "atendendo a pedidos", é com grande prazer que retomo as lembranças dessa viagem. Na verdade, as lembranças que ficaram são as boas, mas passei uns maus bocados entre Maceió e Recife, no percurso que fizemos de bicicleta.

O plural se refere ao PC, meu então namorado, atual marido e ao Fred nosso então amigo, atual "cumpadre". Não lembro direito como o plano começou, mas primeiro resolvemos que seria uma viagem de bicicleta, depois que seria pelo nordeste. Primeiro pensamos na Linha Verde e foi quase que em cima da hora que o Fred veio com a ideia do trajeto Maceió-Recife. Bendita hora! Mais tarde veríamos que a Linha Verde seria a maior roubada!

O planejamento começou uns seis meses antes da viagem - que aconteceu em julho/2006 - e foram muitas horas de internet e academia. As pesquisas na net foram fundamentais e descobrimos que muita gente já tinha feito esse caminho. O principal site foi o Clube de Cicloturismo (http://www.clubedecicloturismo.com.br/), que me deixa até doente de vontade de viajar! Foi por lá que descobrimos a Ararauna (http://www.ararauna.esp.br/), uma empresa especializada em mochilas e cia. para quem viaja de bike. No fim compramos os alforjes da Curtlo, mas o PC comprou uma mochila própria pra câmera fotográfica com eles que é muito boa e fica presa no guidão. Ah, aliás, nem pense em pedalar com mochila nas costas! Os alforjes são fundamentais.

As pesquisas na net, portanto, tiveram dois focos: o roteiro e assuntos diversos sobre viagens de bicicleta. Sobre esse segundo, as opiniões são as mais variadas, mas depois que eu fiz outras viagens de bike (vide lua de mel, descrita na postagem "Pra (re) começar"), vi que essa primeira foi como o primeiro filho. Embora eu não tenha filhos, dizem que com o primeiro filho a gente tem um excesso de zelo e peca pelo exagero. Pois é, a gente carregou um mundo de ferramentas, remendos, etc, que das outras vezes vi que não seria assim TÃO necessário. Mas claro, avalie seu percurso para ver se terá a quem recorrer, ou se precisará levar tudo. E se a conclusão for que é melhor levar, lembre-se de um detahe: não basta ter, tem que saber usar ;). De qualquer forma, é sempre bom estar preparado pra um pneu furado.

Sobre o roteiro, a primeira e vital recomendação é consultar a tábua de marés. Como a maior parte do percurso é pela praia (ô delícia!!!), faça a programação de pedaladas nas marés baixas. Tem pontos que com maré alta é simplesmente impossível passar e isso pode tornar-se perigoso. Ah, é importante passar uma água doce nas magrelas todo fim de dia, mas sem exageros, só pra tirar sal e areia. Um óleo lubrificante na corrente vai bem, mas pouquinho, senão já viu a meleca no dia seguinte quando cair na areia de novo.

Com relação aos pernoites, para nós a melhor opção foi ficar em pousadas. Na primeira noite dormimos em rede, num restaurante (!), mas foi muito "penoso" e acabou comprometendo a pedalada. No quesito hospedagem o guia do Ricardo Freire foi excelente (http://www.freires.com.br/). Aliás, virei fã e não vou ao nordeste sem checar todos os pontos do roteiro com ele (ok, só fui duas vezes pro nordeste :( mas espero poder usar o guia mais vezes!).

Pontos imperdíveis do percurso são a Praia do Toque, em São Miguel dos Milagres, e a Praia de Carneiros, já em Pernambuco. Eu tinha várias fotos da viagem no Flickr, mas há duas semanas estou tentando entrar e não consigo... no álbum do Picasa (fotos de viagens, lá no rodapé do blog) tem umas fotinhos dessa, pra não passar em branco.

Ah, quando eu disse que passei horas na academia, também foi um exagero de primeira viagem. A pedalada foi suuuuuuuuuuuuuper tranquila, pedalamos em média uns 30 km por dia, num ritmo sossegado e percurso plano. Mas as horas de ginástica nunca são perdidas, ainda mais quando as companhias de viagem são dois rapazes... o ritmo é outro, rs...

E, dica final: não chegamos em Recife pedalando, pois várias pessoas disseram ser perigoso. Em Tamandaré alugamos uma van (luxo máximo, hehe), que nos deixou na casa do nosso amigo, o Diogo, que na época morava em Boa Viagem.

Recomendo fortemente esse roteiro, mesmo para cicloturistas iniciantes (que era o nosso caso), é uma viagem deliciosa! Os "perrengues" que falei lá no início, foram alguns contratempos gastrointestinais, se é que me entendem ;) + uma crise alérgica por conta de um gato de uma das pousadas :S + uma inflamação de garganta em Recife, que me fez perder o passeio em Olinda :( e ganhar um passeio pelo hospital :( :( :(
Fora isso, foi tudo mil maravilhas :)!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Se eu só pudesse ter um artista no meu iPod


A situação é tão hipotética que eu nem iPod tenho. E quando tiver certamente irei recheá-lo com muitos e muitos artistas, que artista bom é o que não falta nesse mundo!

Mas essa frase veio de forma espontânea, meio que como uma declaração de amor, para resumir a minha paixão por esse cara, o Gilberto Gil. Sim, se eu só pudesse ter um artista no meu iPod, seria ele, sem dúvida!

Primeiro porque o Gil é alto astral e esse é um requisito cada vez mais forte para minhas companhias, sejam elas em forma de música, vídeo ou carne-e-osso (principalmente essa última). O Gil me traz alegria! Vide Realce, "quanto mais purpurina, melhor!". E o Kayagan Daya, então? Total alto astral!

Outro motivo é que ele filosofa, traz conteúdo, mas de uma forma tão suave, leve. O álbum Quanta, que foi inspirado na ciência e traduzido para a arte, concentra essa característica. E clássicas como A Raça Humana (a raça humana é o cristal de lágrima, lavra da solidão, da mina cujo mapa traz na palma da mão), Tempo Rei (não me iludo, tudo permanecerá do jeito que tem sido, transcorrendo, transformando...), Se eu quiser falar com Deus (... tenho que ficar a sós). Taaaaaaaaaaaaanta música!

E agora que sou agricultora, lembrei de uma que eu adoro: Se os frutos produzidos pela terra, ainda não são, tão doces e polpudos quanto as peras, da tua ilusão, amarra o teu arado a uma estrela, e os tempos darão, safras e safras de sonhos, quilos e quilos de amor.

E tem mais uma característica fundamental: ele passeia por vários ritmos, desde o Punk da Perifeira até De onve vem o Baião?. Não tem como enjoar!!!

Eu até queria ficar aqui, garimpando letras e ouvindo músicas, mas a vida de blogueira anda apertada e minha intenção não é ficar analisando a obra do Gil, cruzes, nem pensar! Tem que ouvir mesmo, com os ouvidos e com o coração!

Ah, e fica a dica do filme "Os Doces Bárbaros", que conta a história dessa banda extraordinária, que surgiu por ocasião da comemoração dos 10 anos das carreiras individuais de Gil, Caetano, Gal e Bethânia. É, fica difícil falar no Gil sem falar dessa trupe! E se me fosse concedido ter mais alguns artistas no iPod, eles entrariam fácil. E o Chico, é claro... ah, o Chico [suspiro]... qualquer hora eu falo dele ;)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Google Maps


Será que alguém ainda desconhece essa ferramenta? Os hi-techs que me desculpem, mas minha vida mudou tanto com o advento do Google Maps, que acho que vale a pena uma divulgação!

Ainda estou descobrindo os recursos, mas basicamente ele aponta endereços e, tchã-rã, traça rotas entre locais de interesse. Funciona assim: você entra no site (abra o bom e velho Google e clique no link que tem no canto superior esquerdo: "mapas") e digita um endereço. Aparece o mapa do local com um marcador no endereço (pode ser um endereço completo, ou o nome de uma cidade, por exemplo, para localizações mais genéricas).

Se você clicar no marcador, aparece um balãozinho com algumas opções e a que mais uso é a "Como chegar". Você escolhe "Até aqui" ou "Daqui", porque muitas vezes - ainda mais em se tratando de grandes cidades - o caminho de ida não é igual o caminho de volta ;)

O trajeto é realçado em azul, com indicação da distância e opções para deslocamento de carro, a pé ou de transporte público, para alguns locais. Eu geralmente sigo o caminho que ele indica, mas se você conhecer minimamente a região, pode alterar a rota, clicando nos vértices e arrastando. Mas não tente andar pela contra-mão, que ele não deixa!

Se você tiver uma conta do Google, pode salvar os mapas, personalizá-los e compartilhá-los com seus contatos. Para isso, esteja "logado" e clique na aba "Meus mapas"... vai procurando, mexendo, descobrindo.

Tem também opções de impressão, incluindo mapas e explicações; opção de mandar o mapa por e-mail, direto do site; e um jeito de copiar o link. Veja as abas no canto superior direito do mapa.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vem chegando o verão!


Tudo bem, o verão propriamente dito só começa no fim de dezembro, mas esse mês começa o horário de verão (dia 18) e, apesar do clima estar cada vez mais maluco, as temperaturas sobem e bate aquela vontade de ir pra praia!

E essa vontade me lembrou a Aroeira (http://www.aroeiraoutdoor.com.br/), uma empresa dedicada ao caiaque oceânico, que realiza cursos, viagens e expedições pela costa brasileira, com roteiros para todos os públicos. Desde que goste de remar e de mar! Se bem que tem também um passeio na represa Atibainha, indicado para os novatos irem se acostumando com as técnicas.

Eu "namoro" o cardápio deles há quase três anos e até agora não consegui embarcar em nenhuma viagem :( mas conheci pessoalmente o Christian Fuchs, um dos sócios, na remada que fizemos no Dia do Tietê em 2007, encarando suas tristes águas entre a ponte Cruzeiro do Sul e das Bandeiras. Mas isso é assunto pra outra hora...

O Christian também aparece de vez em quando em publicações como Terra e Go Outside, contando suas peripécias, como a travessia Salvador-Recife e a Recife-Fortaleza. Esses relatos você também encontra no site deles, com fotos de dar água na boca. Água salgada, diga-se de passagem!

E por falar em água salgada, as próximas viagens serão para o Saco do Mamanguá (foto que ilustra essa postagem), agora no feriado de 12/10. Se correr acho que ainda dá tempo! E no feriado de 02/11 tem a viagem pra Ilhabela. Maiores detalhes, no site. Se você for, não esquece de voltar aqui e deixar o seu relato!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Compostagem em casa



O lixo orgânico representa cerca de 60% do volume do lixo urbano doméstico. Esse mesmo material é responsável por grande parte da poluição causada pelos aterros sanitários, pois nessas situações é decomposto por processo anaeróbico, tornando-se tóxico. Mas esse mesmo material, se decomposto por processo aeróbico, pode virar um ótimo adubo!

Acho que esses motivos já são suficientes para você olhar com outros olhos o seu lixo orgânico, que nada mais é do que os restos de alimentos, como cascas (de frutas, de ovos...), talos, folhas e restos de comida, desde que não contenha carne. Filtro de café, guardanapos e alguns papeis também entram nessa categoria, menos os que contenham tinta ou películas plásticas e metalizadas.

Mas para fazer lixo virar adubo - e mais do que isso, para dar sua contribuição para a diminuição do volume de lixo urbano - é preciso um pouco de técnica e certa disciplina. Mas nada que uma pessoa comum, que trabalha fora, cuida da casa, passeia com cachorro e até mesmo, em alguns casos, cuida de criança, não possa fazer! Então, mãos à obra: você vai precisar de caixas plásticas (a quantidade vai depender do volume de lixo gerado), uma pazinha de jardim, um pouco de material seco (grama cortada, serragem...) e um cantinho onde não chova.

O grande segredo é fazer o processo acontecer de forma aeróbica, ou seja, com atuação do ar e para conseguir isso é preciso revolver o composto (vamos parar de usar a palavra "lixo", porque agora o que era lixo virou matéria prima), todo dia! É simples, na hora que você for jogar os resíduos do dia, dê uma boa remexida em tudo. As caixas plásticas que são "vazadas" também ajudam nessa aeração. Quando você mexe, cai um pouco dos lados, mas depois é só pegar com a pazinha e jogar dentro de novo. Por isso também é importante que o composto fique ao abrigo da chuva, pois se ele encharca, não há lugar para o oxigênio e aí, adeus processo aeróbico...

É bom também que a caixa fique um pouco inclinada e perto de um ralo, para que os líquidos possam escorrer. Não, não precisa ficar com nojo; lembre-se que você está fazendo uma compostagem aeróbica, e isso te garante total ausência de mau cheiro e de bichos. Mas lembre-se de manter o composto coberto com o material seco. Toda vez que colocar os resíduos diários e remexer o composto, cubra com material seco. Grama é o ideal, mas serragem também serve, só que demora mais para decompor. Até papel seco pode ser usado. Pra você ter uma ideia, a composteira de casa fica debaixo da janela do meu quarto! E nada de mau cheiro, é claro.

Quando a caixa estiver cheia (lembre-se que deve haver espaço para que você possa revolver o composto), é hora de iniciar o processo em outra. Mas não se esqueça de remexer a primeira caixa também! É muito legal ver a transformação dos resíduos em um material escuro, com cheiro de terra. Quando você não conseguir mais distinguir o que era cenoura do que era banana, pronto, você tem um belo adubo! Isso leva mais ou menos dois meses.

Se você quiser um processo mais rápido, pode pedir ajuda às minhocas! Existem kits prontos e super práticos, como o "Minhocasa" (http://www.minhocasa.com/), mas com alguma habilidade e um punhado de minhocas, você mesmo faz o seu.

Pra finalizar, fica a recomendação do Ecoprático, programa da TV Cultura que traz soluções reias e práticas para as moradas urbanas. O programa vai ao ar aos domingos (21h) e às quartas (19h30), mas é possível ver os episódios no site (http://www.ecopratico.com.br/), é muito legal!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Interatividade

Essa semana o Aralume é seu! Se você nunca deixou um comentário, gaste os minutinhos que você usaria para ler a postagem e aprenda de uma vez por todas para que servem aquelas letrinhas tortas, da confirmação de comentário. Não é difícil, se você chegou até aqui, tenho certeza que consegue!!! rs...

Se você é novato no pedaço, aproveite para dar uma passeada pelas postagens antigas. Navegue por assunto e vá descobrindo nossas afinidades.

E se você é da turminha dos super assíduos... férias! Aguenta firme que semana que vem novidades virão, na terça, é claro! A essa altura devo estar no meio do Parque do Carmo, relembrando os velhos tempos de amostragem de vegetação nativa, com os pés molhados e o as fichas de campo idem, escrevendo dentro de um saco plástico... só que dessa vez ganhando um pouquinho mais de $$$ =D.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Guardador de Rebanhos - parte VII

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Esconde o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Fernando Pessoa/Alberto Caieiro

Hoje comecei meu dia na horta da Sempre Viva e a inspiração campestre foi inevitável!

Aos que vivem nas cidades - a meu ver, um mal necessário - se quiserem usufruir um pouco de um horizonte vasto, e de quebra se envolver em atividades rurais agroecológicas, dêem uma olhada na World Wide Opportunities on Organic Farms (www.wwoof.org). Tem muitos lugares interessantíssimos, nos mais variados raios de distâncias!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Profissionalismo, tradição e tecnologia

Estava eu nos afazeres computacionais cotidianos, quando um amigo que eu não conversava há muito tempo me chamou no msn. Ele é músico e está no Japão divulgando seu trabalho.

Quando eu perguntei como estava por lá ele me respondeu que está adorando e que os nipônicos sabem reconhecer e dar o merecido respeito a um artista, muito diferente do que infelizmente acontece no Brasil, pois nós estamos habituados a tratar como "artistas" qualquer celebridade instantânea, faça ela arte ou não. E aos verdadeiros artistas muitas vezes resta o anonimato. O problema não é o anonimato em si, mas a falta de espaço, de divulgação, de reconhecimento e, é claro, de grana, patrocínios e parcerias para impulsionar a carreira.

Mas ele resumiu muito bem o que define a cultura lá do outro lado do mundo, e que faz essa diferença no tratamento dos artistas: eles tem profissionalismo, tradição e tecnologia! Poxa, com essas três caracterísiticas realmente qualquer cenário fica ideal. Eu ainda trocaria a "tradição" por "cultura", já que "tradição" pode assumir um lado meio careta, e no contexto que ele quis dizer, "cultura" se encaixa perfeitamente.

Percebi que intuitivamente eu já venho buscando incorporar esses valores na minha vida, mas nada como definir e colocar claramente em palavras. Artistas ou não, quem não se beneficia de levar a vida com profissionalismo (inclua aí o conceito de ética), cultura (que certamente abrange educação, estudo e "open mind") e tecnologia (não estou falando simplesmente de iPhone, mas das tecnologias muitas vezes simples, que melhoram as nossas vidas; das grandes sacadas, que levam em conta todas as partes do processo)?

E cabe bem nessa conversa o vídeo "A história das coisas" (http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E). Assista. São 20 minutos que vão abrir sua cabeça e expandir seus pontos de vista. O vídeo é americano e toma como exemplo essa sociedade, mas vale lembrar que apesar de estarmos no terceiro mundo - ou país em desenvolvimento, como queiram - a desigualdade social do Brasil pode nos colocar (esse nos refere-se a eu e você) em um patamar muito próximo ao dos nossos companheiros ianques. Eu tenho consciência de que faço parte de uma elite (e olha que nem tenho casa própria!), e provavelmente você também faz... think about...

Ah, sim, o meu amigo músico é o Julian Tirado, grande violonista, compositor e arranjador. Conheça um pouco do seu trabalho em www.myspace.com/juliantirado

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Blog Sempre Viva

A vida de blogueira anda animada! Mas essa semana o Aralume apenas divulga o lançamento do blog da Sempre Viva: http://semprevivaorganicos.blogspot.com/

Ainda incipiente, mas com informações precisas dos produtos em colheita, lindas fotos do PC e um certo "toque" que quem é leitor do Aralume vai reconhecer, rs...

Para os felizes moradores de Itu, já estamos disponibilizando nossos produtos no varejo, basta entrar em contato conosco (vide blog) para agendarmos pedidos e entregas. Os moradores de sampa vão ter que esperar mais um pouco, pois a agenda anda apertada. E os moradores de Sorocaba a partir do mês de outubro vão contar não apenas com os produtos Sempre Viva, mas com uma Feira de Produtos Orgânicos que está sendo muito bem estruturada, com apoio da Prefeitura, do Sindicato Rural e da Grão de Pólen. Vai ser um arraso, aguardem!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Força, Poder e Energia!

Junte-se a isso saúde, bem estar, conforto, satisfação e auto-suficiência. É pouco ou quer mais?! Pois esses são os alicerces do Método DeRose, que reúne um conjunto de técnicas muito poderosas e ao mesmo tempo simples, para trazer esses conceitos à nossa vida, de forma prática e "sem firulas"!

A receita não é mágica e tem garantia de 5 mil anos! Explico: o Método DeRose nada mais é do que uma compilação, codificação e sistematização de uma cultura riquíssima e milenar, que durante uma grande lacuna de tempo ficou esquecida ou, pior ainda, sofreu desvios e deturpações. Para trazê-la até nós foi preciso um árduo trabalho e muito estudo, de forma a "espanar a poeira" para conseguir enxergar as muitas peças desse fascinante quebra-cabeças. Nada foi tirado, nada foi acrescentado, apenas organizado.

E o resultado disso tudo você confere nas escolas da Rede Método DeRose espalhadas pelo mundo. Acesse o site http://www.DeRose.org.br/ para ver qual está mais perto de você. No site também tem muitas informações, fotos maravilhosas e downloads gratuitos de livros e mp3.

Foi pra mim uma imensa e grata surpresa conhecer esse método, ver o quanto o trabalho do Mestre DeRose é sério, coerente, ético e apaixonante! Com um ano e meio de prática regular já sinto tantas mudanças no meu corpo, na minha vida, nas minhas emoções, nos meus pensamentos, e tudo acompanhado de um enorme bem estar, alegria e vontade de crescer cada vez mais. E isso tudo foi amplificado pelo evento que participei esse fim de semana, que reuniu grandes profissionais do Método e muita gente feliz e animada. Aí a vontade de compartilhar isso com as pessoas foi incontrolável! Se quiser saber um pouco mais sobre esse evento acesse o Blog do DeRose, com link no site acima.

Gostaria muito que você conhecesse de perto esse trabalho, indo até uma das escola da Rede. Garanto que, no mínimo, você vai ser muito bem recebido/a, em um ambiente alegre, descontraído, bonito e agradável. Se quiser fazer uma aula em Itu, estou na escola quase todo dia! Mas se é de outra cidade, veja a lista de escolas no site, vá até uma delas e peça para fazer uma aula experimental. Você vai se surpreender!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Slow life!


Foi esse o sentimento que me veio quando comecei a dirigir nossa nova aquisição, esse lindo fusquinha 74, que chamamos de Bento! Minha paixão por fuscas é antiga e contam meus pais que muitas vezes naquelas noites insones, quando já não sabiam mais o que fazer com uma certa maquininha de choro, uma volta no quarteirão a bordo do fusquinha da família me acalmava!
E esse fusquinha durou bastante, depois vieram outros, não me lembro bem, mas o fato é que cresci dentro de um fusca. Meu pai enchia o carro de crianças, naquele tempo em que ninguém sabia direito pra que servia cinto de segurança, e íamos felizes para o sítio, rodopiando nas estradas de barro que o valente fusquinha enfrentava.
Meu primeiro carro foi um fusca que ganhei do meu pai, mas não tive muito tempo para curtí-lo, pois foi numa época meio conturbada, e eu acabei vendendo sem quase tê-lo usado. Mas agora pude sentir novamente todas as lembranças que o "cheiro de fusca" me trouxe quando entrei no Bento.
E tem também essa sensação de "slow life", que traz algumas reflexões, pois o fusca é um carro do tempo em que realmente não era muito necessário usar cinto de segurança, em que andar a 90km/hora era um foguete, enfim, quando as pessoas andavam com o cotovelo pra fora, cumprimentando os "cumpadre" na rua, com aquela buzininha simpática!
Bem, os tempos são outros e hoje dirigir um fusca é uma verdadeira aventura radical! Mas pelo menos dá pra notar uma certa simpatia das pessoas, diferente do que simplesmente falta de paciência com carro velho. E dá pra ir incorporando aos poucos o espírito "slow life", cultivando uma forma de viver onde fazemos as coisas com mais atenção (é incrível como dirigindo fusca você presta realmente atenção ao que está fazendo!), evitamos correrias desnecessárias (com fusca você não tem muita opção de correr, então o melhor é relaxar...) e curtimos mais cada momento da vida, com descontração e, por que não?, humor (fusca é muito engraçado!).
Mas a intenção "slow life" tem que ser premissa para ter um fusca, e não o contrário! Porque se você adquire um fusca sem ter primeiro essa mudança de ponto de vista, pode vir a se estressar muito mais... e é claro que se eu tivesse 10 vezes mais dinheiro do que tinha para comprar o fusca, compraria outro carro, mais moderno e confortável. Mas qualquer coisa entre o que eu tinha e 10 vezes esse valor, ainda ficaria com o fusca! ;)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ceiba Socioambiental

Aproveitando a onda de "merchandising" no Aralume, divulgo a Ceiba, empresa de consultoria ambiental da qual informalmente faço parte! Digo informalmente porque os sócios "oficiais" são o Roberto e o PC, mas eles me aceitaram na equipe ;)

Pela Ceiba podemos realizar consultorias diversas na área ambiental/florestal/agrícola, desde resolução de pendências com órgãos ambientais até projetos mais ousados, como a implantação de florestas nativas para produção. Esses projetos são muito legais, pois possibilitam que o proprietário rural tenha um retorno financeiro da área legalmente destinada a Reserva Legal.

Para quem não sabe, toda propriedade rural precisa manter 20% de sua área com cobertura florestal (isso no estado de São Paulo, pois essa proporção muda de acordo com o bioma onde a propriedade se encontra). Mas o que poucos proprietários sabem é que ele pode fazer uso dessa floresta, contanto que não faça o corte raso (quando todas as árvores são cortadas de uma só vez). Dessa forma, o que era um estorvo, uma perda de área produtiva, pode e deve se tornar uma fonte de renda para a propriedade, aliando conservação ambiental (afinal, a floresta continuará de pé) e retorno econômico.

Claro que é um investimento de longo prazo, pensando em madeira, mas nos primeiros anos é possível conciliar com espécies agrícolas, para ir tendo uma entrada de recursos. Enfim, se quiser saber mais, entre em contato conosco!

Ah, só por curiosidade, Ceiba é o nome científico do gênero da Paineira (Ceiba speciosa) e o logo também foi feito pela Valéria (http://www.ideearte.com.br/).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sempre Viva Orgânicos


Essa semana a Sempre Viva Orgânicos começa a mostrar as caras! Para quem ainda não sabe, agora sou uma empresária do agroeconegócio!

A Sempre Viva é uma sociedade de dois jovens casais dispostos a mostrar na prática que uma vida mais "sustentável" é possível, e para isso escolhemos a horticultura orgânica, inicialmente. A equipe Sempre Viva é composta pelos sócios (eu, PC, Aretha e Augusto) e pelo Zé, nosso braço direito e esquerdo, que cuida da horta com muito carinho!

Já temos alguns parceiros também: Valéria e Lorena, da Ideé (http://www.ideearte.com.br/), que criaram o logo; Gabriel Medina, que está trabalhando na criação do site que vocês conhecerão em breve e Paulo Bassul, amigo agrônomo que ajuda com a assessoria técnica (afinal, entre tantos engenheiros florestais, estava faltando um agrônomo!).

Além do site, o blog da Sempre Viva também está em processo de nascimento: http://semprevivaorganicos.blogspot.com/

Se você quiser se alimentar com mais saúde e sabor, e de quebra contribuir para a conservação da vida rural (solo, água, florestas, bichos e pessoas), entre em contato com a gente (semprevivaorganicos@gmail.com). Vamos organizar entregas periódicas em São Paulo e em Itu, além de uma feira em Sorocaba. Em breve queremos entregar em Bragança e São Pedro também, que são as cidades das nossas famílias, aí a logística fica mais fácil.
Mas mesmo que você não esteja em nenhuma dessas cidades, vale a pena buscar por produtores de alimentos orgânicos na sua região. Se quiser escrever pra nós, podemos estreitar os contatos. A nossa ideia é que o blog (da Sempre Viva) seja também um canal de divulgação, para ampliar os conhecimentos, relações e práticas agroecológicas. Fique de olho ;).

terça-feira, 28 de julho de 2009

Agora é lei!

Foi com grata surpresa que comemorei a Lei Antifumo (Lei nº 13.541/2009), uma iniciativa do governo do Estado de São Paulo. Para quem ainda não sabe, a partir do dia 07 de agosto será proibido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados (...), total ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados por parede, divisória, teto ou telhado, ainda que provisórios, onde haja permanência ou circulação de pessoas.

Já não era sem tempo! Não foram poucas as vezes que deixei de ir a um bar ou casa noturna, simplesmente para não ser obrigada a respirar fumaças alheias. Sem falar naquela "inhaca" que fica impregnada na roupa e nos cabelos em poucos minutos.

Quando estávamos organizando a festa do casamento, decidimos que não seria permitido fumar no salão da festa (veja postagem "É proibido fumar...", de janeiro). Apesar da maioria dos nossos amigos e familiares ser de não fumantes, sabíamos que bastariam um ou dois cigarros acesos para poluir o ambiente. E aí uma minoria com seus hábitos pouco (ou nada) saudáveis, obrigaria os demais a se contaminarem também.

Exagero? Não vou falar aqui das milhares de substâncias tóxicas que um cigarro exala, prejudicando não apenas aquele que o traga, mas quem quer que esteja por perto...

Estou na torcida para que os fumantes tenham cada vez mais "bom senso", de pelo menos não subjugar outras pessoas a seu vício e, melhor ainda, para que tenham a força de vontade e o amparo necessários a largar de uma vez por todas esse triste hábito. Torço também para que os não-fumantes não fiquem calados e façam valer seu direito.

De acordo com a nova lei, o responsável pelo estabelecimento que tem que fazê-la cumprir, portanto se você vir alguém fumando no local, dirija-se ao dono/gerente da casa, e não ao fumante. Outra determinação da lei é que esteja afixada em local visível uma placa com telefones para denúncia, caso o responsável pelo local seja omisso. Exercitemos nossa cidadania e respiremos tranquilos!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Para mulheres modernas!


Mas se você é homem, também vale a pena ler. No mínimo você vai ampliar sua cultura geral e vai evitar sustos ao procurar a pasta de dentes na necessaire da sua namorada/esposa/mãe/irmã/amiga!

Sim pessoal, o tema do Aralume dessa semana é Coletores Menstruais! Tomei conhecimento dessa maravilha da modernidade através da minha super amiga Prímula, que me passou um link da comunidade no Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=64856357), dizendo assim: "Olha, pra você que é uma mulher moderna!".

Quanto mais eu lia, mais eu ficava doida pra experimentar, afinal, vantagens não faltam. Pra começar, os coletores são feitos de material durável (estima-se que tenha uma vida útil de 10 anos) e todos sabem que os absorventes femininos não são biodegradáveis, muito pelo contrário... portanto, a gente se esforça pra economizar sacolinha, consumir menos, não usar descartáveis, mas desse não tem (ou melhor, náo tinha!) como fugir, e toda mulher acaba gerando esse lixo mensalmente, ad infinitum...

Outra vantagem do coletor é que ele funciona como um absorvente interno, o que dá muito mais mobilidade, já que hoje em dia estar menstruada não é aceito como desculpa para evitar de fazer qualquer atividade, seja ela trabalhar, ir a um show no estádio, nadar ou escalar uma montanha!

Ok, a pergunta que não quer calar: mas e aí?! Sim pessoal, eu testei o lance!!!

Devo confessar que não foi lá as 1.000 maravilhas, porque nos dois primeiros dias ainda vaza um pouco (todas recomendam usar um absorvente "por precaução" enquanto você está na fase de conhecer sua anatomia interna, se é que me entendem...). Não vou ficar aqui dando detalhes do meu ciclo menstrual, mas quando o fluxo fica mais "domado" o coletor funciona perfeitamente, sem precisar de nenhum absorvente. E é até melhor do que absorvente interno, porque não tem nem aquele cordãozinho, ou seja, olhando "de fora" não aparece nada, e "lá dentro" você também não sente que está com ele. Parece milagre, né?

No começo pode ser um pouco decepcionante, porque eu queria colocar e pronto, mas não perdi as esperanças do meu "funcionar" plenamente, pois os depoimentos nas comunidades são bem animadores.

Meninas, vale a pena dar uma pesquisada na net pra entender melhor como é isso (se quiserem me perguntar, fiquem à vontade!). É uma solução muito mais higiênica, saudável e ecológica!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Tchau SOS Mata Atlântica...

Amanhã encerro minhas atividades na SOS Mata Atlântica. Foram dois anos de dedicação direta à restauração da Mata Atlântica, ajudando a devolver o verde da nossa terra, mas outros horizontes foram se abrindo e o formato de trabalho na SOS acabou por ser um pouco restritivo.

Na verdade, não é o formato da SOS, mas esse esquema de emprego onde trabalhamos 40 horas por semana, das 8h às 17h, em um único local. Chegou um momento em que percebi que o "filé" do meu tempo estava sendo investido em uma atividade que não era exatamente o meu ideal de vida (e olha que o ideal da SOS Mata Atlântica não é assim dos mais "insignificantes", hehe).

Levei alguns meses de reflexões, solitárias e coletivas, para definir alguns contornos desse ideal e me estruturar para alçar um novo voo. Do ponto de vista prático (sim, como qualquer mortal, preciso comer, morar, pagar contas e sustentar meu cachorro!) vou trabalhar com consultorias, fazendo parte da equipe da Ceiba Socioambiental, levando um ritmo diferente de trabalho, onde às vezes acordo às 6h da manhã num domingo e passo o dia com o pé na lama, e numa tarde de quinta-feira posso assistir Vale a Pena Ver de Novo com a consciência - e a conta bancária - tranquilas (não que eu seja noveleira, mas passar a tarde assistindo novela é pra mim um indicador de liberdade profissional!).

Outro "braço" desse ideal que está em andamento é a Sempre Viva Alimentos Orgânicos, proto empresa da qual você ainda vai ouvir falar bastante! Acompanhe o blog para matar a curiosidade!

Enfim, uma nova etapa se inicia, e levo comigo todos os aprendizados das etapas anteriores. O ciclo que se fecha, do trabalho na SOS Mata Atlântica, foi maravilhoso e me trouxe grandes crescimentos pessoais e profissionais. Fico feliz por sair da instituição com esse sentimento de gratidão e por fazer parte do balanço grandes e verdadeiros amigos. Companheiros, estarei por perto! ;)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Tocando em frente!



Não ando tão devagar, na verdade, estou andando cada vez mais rápido, mas levo sim um sorriso; não porque já chorei demais (embora tenha sim chorado), mas porque a alegria sinceraé um dos alicerces da filosofia de vida que escolhi: o SwáSthya Yôga.

Hoje me sinto mais forte e, com certeza, mais feliz. Levo a certeza de que nada sei, de que não sou nada, nunca serei nada, mas à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo! E está cada vez mais claro para mim que é preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir e é preciso a chuva para florir!

Nada mais sábio do que entender que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente. O segredo está em "compreender a marcha"... mas cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz!

Obrigada Almir Sater e Renato Teixeira por nos lembrarem disso tudo e, Almir, por ter vindo aqui pertinho, na praça a poucos quarteirões de casa, cantar e tocar pra nós!

terça-feira, 23 de junho de 2009

De feriado em feriado


Logo teremos mais um feriado (pelo menos os paulistas...) e gostaria de divulgar um lugar muito especial, que conhecemos no feriado passado e que foi descoberto pelo PC entre a infinidade de pousadas da região.

É a Fazenda Boa Vista, que fica na Serra da Mantiqueira, no município de Bocaina de Minas, bem perto da muvucada Visconde de Mauá. A fazenda possui uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural - uma categoria de Unidade de Conservação prevista na legislação federal), com uma floresta linda. Como opções de hospedagem tem uma pousada, um chalé e uma casinha. Nós ficamos na pousada, que é uma casa bem confortável, com lareira, fogão à lenha, cozinha completa (não tem restaurante e fica meio longe da cidade, então o legal é cozinhar por lá), sala de TV com vídeo e DVD, sala de leitura e sauna. Além de uma vista de tirar o fôlego.

A subida para chegar na pousada também é de tirar o fôlego e tem que ser feita a pé. Combinando previamente os horários de chegada e partida, o transporte das bagagens é feito por um cavalo, o que ajuda bastante. Mas de qualquer forma, é um esquema de hospedagem para um público bem específico, que esteja disposto a abrir mão de certos confortos, para desfrutar de um lugar mais preservado, limpo e silencioso.

Os donos da fazenda, o Lino e a Nívea, são ótimos anfitriões e estão na região há uns 30 anos, então se quiser saber mais sobre o lugar vale a pena puxar a cadeira pra um dedo de prosa.

O site é http://fazendaboavista.com.br/ e o contato mais rápido é por e-mail (fbv@fazendaboavista.com.br). O telefone é (24) 9983 2751 e funciona pouco...

Se você se animou com a proposta, embora eu já tenha dado várias dicas, vale a pena olhar cuidadosamente o site, como sempre recomenda a Nívea aos novos visitantes!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Interdependência

Recebemos ontem a revista Trip desse mês, e o tema da edição é Interdependência. Ainda não li a matéria inteira, mas pelos parágrafos que captei enquanto tomava café, já deu pra ver que mais uma vez os caras acertaram. É urgente nos darmos conta do quanto somos interconectados, e não apenas entre os seres humanos, mas entre todas as formas vivas e não vivas do planeta.

O caos na economia reflete um caos geral na humanidade, que por sua vez está gerando um caos no mundo inteiro. Eles citam o exemplo da tal gripe suína (sem eufemismos de influenza sei-lá-o-que, pelamordedeus, a gripe é suína sim!). A questão para resolver essa epidemia não é gastar fortunas para descobrir uma vacina, um remédio. É muito mais simples: basta parar de criar porcos nesse sistema absurdo, com uma densidade de animais altíssima e péssimas condições de higiene, alimentação e medicação para esses bichos!!!

Mais uma vez vem à tona a questão da alimentação e, sim, eu acredito que o mundo seria muito melhor se fôssemos todos vegetarianos. Mas não precisa chegar a esse extremo, basta comer uma carne decente. Uma carne de bichos criados com um mínimo de respeito. Respeito às suas próprias vidas, às vidas de quem trabalha com eles, às vidas do entorno (florestas, rios, comunidades). Não é tão difícil...

Pra encerrar, uma frase da matéria da Trip: dependência é infantil, independência é adolescente e interdependência é a maturidade!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Eu vou em busca de um sonho


Quase como correr atrás daquele pote de ouro que tem no começo do arco íris, eu vou em busca de um sonho. Sei que a existência do tal pote é mais temporal do que geográfica, uma vez que ele não existe no espaço, mas sim dentro da gente. E ele está aqui o tempo todo, mas muitas vezes não o enxergamos, não o alcançamos... e às vezes parece que está tão perto.


"O melhor lugar do mundo é aqui, e agora". Mas essa sábia frase não nos dia para que nos conformemos com o aqui e o agora. Pelo menos eu não a entendo assim. Entendo que devemos usar o nosso livre arbítrio para definir o aqui e o agora. E quando sabemos que estamos pelo menos trabalhando para definir o nosso aqui e o nosso agora - mesmo que nesse exato momento a gente não esteja no tal lugar, nem no tal momento - isso nos dá uma paz interior que nos faz nos sentir no melhor lugar do mundo, agora! Como mágica, como um pote de ouro no começo do arco íris!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Pra onde você vai no feriado?

Mais um feriadão se aproxima (11 a 14 de junho, para quem ainda não checou a agenda...) e com ele a minha forma preferida de consumo: viajar!

Acho que turismo tem tudo a ver com "consumo sustentável", porque é um jeito de gastarmos nosso dinheiro não com "coisas", mas com sensações, cultura, diversão; enfim, felicidade! É também uma ótima forma de fazer uma redistribuição de renda, levando nosso rico dinheirinho para comunidades menos abastadas. Claro que isso só acontece em algumas modalidades de turismo, que podem ser chamadas de ecoturismo, turismo rural, mochilão, sei lá. Se você for a um resort de luxo, vai estar dando dinheiro para quem já tem um monte, vai fazer "turismo de shopping center" (desculpe se estou sendo um pouco agressiva...).

Mas vou falar do turismo que gosto de fazer. Gosto de conhecer novas paisagens e novas culturas. Quando estou viajando gosto de me sentir um pouco parte daquele local, tentar incorporar alguns costumes, usar os transportes que os moradores usam, comer a comida que eles comem. Nas muitas andanças por Minas, puxar um "dedo de prosa" com os locais e ouvir uns "causos" tomando aquele cafezinho fraco e doce, comendo aquele queijinho fresco ou aquele doce encorpado, é a melhor coisa do mundo! Assim foi em Carrancas, no camping do seu Marcelo e em São Roque de Minas (Serra da Canastra), no camping do seu Francisco.

Na única, mas muito bem aproveitada, passagem pela Amazônia, subir o Rio Amazonas num barco lotado, dormindo em rede e tendo dor de barriga é a forma mais eficiente para sentir na pele a vida dos ribeirinhos (não só dos que viajam no barco, mas principlmente dos que vivem às margens longínquas do imenso rio). Depois vale optar pelo conforto dos camarotes ou até mesmo da lancha rápida Santarém-Manaus, afinal, nem sempre temos o tempo e a saúde suficientes para passar pelo que eles passam...

Uma agradável surpresa foi constatar, em um trecho da viagem Maceió-Recife de bicicleta, que esse era o meio de transporte mais utilizado pela população local (na região da Praia do Toque, em Alagoas). Claro que nossas equipadas magrelas - e mesmo os equipados ciclistas - chamavam atenção entre aquelas barra-fortes, mas o pessoal ficava animado ao nos ver passar e sempre se mostravam muito receptivos e acolhedores.

E aqui entra um ponto importante para esse tipo de viagem. Muita gente me pergunta se não é perigoso: bicicleta, barcos, ônibus, caronas... até hoje nunca me decepcionei com meus anfitriões. Minhas viagens foram basicamente pelo Brasil (houve uma únicia externa, pela Argentina, e para essa até vale o elogio àqueles que me receberam, apesar da péssima fama que nossos hermanos tem por aqui - pecuinha mais nossa do que deles...), e nós, brasileiros, somos muito hospitaleiros! Seja receeptivo e encontrará pessoas receptivas. Aja com naturalidade e será tratado com naturalidade. Nem precisa dizer que o oposto vale também...

Tendo um mínimo de bom senso e aplicando regras básicas de segurança, relacionadas a dinheiro e objetos de valor, as chances de contratempos são bem pequenas. Sem neurose, afinal, você está lá para descansar e se divertir! E aí, para onde você vai no feriado?!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Notícias de última hora


A pedido da Nádia, minha colega e coordenadora do projeto "A Mata Atlântica é Aqui: exposição itinerante do cidadão atuante", gostaria de divulgar e convidar a todos para participar de mais essa iniciativa ousada da SOS Mata Atlântica.


Trata-se de um caminhão que levará a Mata Atlântica para 40 cidades das regiões sudeste e sul, com atividades de mobilização, educação e sensibilização sobre a importância desse que é um dos biomas mais importantes e ameaçados do mundo. O lançamento foi esse final de semana em São Paulo, durante o Viva a Mata, e a primeira cidade a receber o caminhão é Itu, de 27 a 31 de maio. As próximas serão Campinas, Piracicaba e Bauru.


A programação completa e mais detalhes no site http://www.sosma.org.br/.

Consumo básico: comida!


Continuando o assunto de consumo, resolvi escolher um dos tópicos mais básicos, a nossa alimentação.

A escolha dos alimentos tem consequências internas e externas, mas é dessa segunda categoria que falarei, uma vez que as consequências internas são muito particulares, ou seja, dizem respeito à individualidade de cada um, mas as consequências externas dizem respeito à coletividade, incluindo aí seres humanos, outros animais, plantas e toda a "estrutura física" do planeta, como água, terra, minérios, ar e energia. Portanto, o que você come é sim de interesse público!

Vou começar por um assunto polêmico, o consumo de carnes. Eu sou vegetariana por motivos internos e externos, e na minha opinião é necessário que haja esses dois aspectos, pois acho muito difícil alguém adotar o vegetarianismo apenas por preocupações externas. Mas mesmo não se adotando uma dieta vegetariana, é possível consumir carnes com responsabilidade.
A figura que ilustra essa postagem é de um Guia de Consumo Responsável de Pescados, feito pela UNIMONTE (download no site http://www.unimonte.br/). Comecei pelos pescados, pois muitas pessoas que abdicam de outros tipos de carne, acabam mantendo os peixes e frutos do mar, mas esquecem-se dos grandes impactos - e até extinções de espécies - causados pela pesca predatória, e também da poluição gerada pelos cultivos em cativeiro (a carcinicultura - cultivo de camarões - por exemplo, é grande responsável pela degradação de áreas de estuário, fundamentais à vida nos oceanos...). Então, da próxima vez que for saborear um peixinho, lembre-se desse guia; lembre-se de toda a vida existente nos rios e oceanos; lembre-se que esses seres desenvolvem-se na água, matéria fundamental à toda forma de vida; e aprecie com moderação!
Outro item que precisa de moderação é a carne bovina. Para produzir um quilo de carne bovina são necessários 10 mil metros quadrados e 15 mil litros de água doce e limpa, isso sem falar em todo o consumo de energia e geração de poluição. Para saber mais, acesse o material da Sociedade Vegetariana Brasileira (http://www.svb.org.br/). Sim, pode-se pensar que são tendenciosos, por serem vegetarianos, mas contra fatos não há argumentos, e os fatos da produção de carne são realmente alarmantes. Com relação a aves e suínos, a utilização de espaço é bem menor comparando-se com gado, mas a produção de efluentes poluentes também á grande. Isso sem falar no conforto animal, que só quem conhece uma granja sabe a tristeza que é... para conhecer um pouco dos bastidores da indústria da carne assista o filme "A carne é fraca".
Mas se você adora um bom churrasco, não tem problema, pode continuar consumindo sua carne. Mas faça isso com responsabilidade; aplique o primeiro erre (Reduzir) - você não vai ficar anêmico por causa disso e, muito pelo contrário, pode até adquirir mais vitalidade. Se você já tem um maior grau de preocupação com o planeta, deve usar o erre Recusar, sendo seletivo com os produtos que consome.
E com relação aos outros alimentos? A agricultura também não é nenhuma "santa" nessa história e é responsável também por destruição de florestas, por poluição proveniente de agrotóxicos e por desigualdades e conflitos sociais no campo. Para minimizar esses impactos, o ideal é procurar consumir ao máximo alimentos frescos, aqueles comprados em feiras e quitandas, e se forem orgânicos, melhor ainda! Infelizmente ainda há uma barreira de preço para muitas pessoas, mas é possível ir substituido alguns itens. Outra alternativa é comprar direto do produtor, ou de cooperativas e associações, para conseguir preços mais baixos e ainda estimular formas mais justas de comércio e de remuneração no meio rural.
Para os alimentos industrializados, é importante avaliar suas embalagens: se forem retornáveis, é o ideal; quanto menos embalagem, melhor; quanto mais biodegradável e reciclável, também melhor.
O mundo não pode ser tratado como um supermercado gratuito e inesgotável, e para isso precisamos consumir com responsabilidade. Que tal começar pelos itens que você coloca para dentro do seu próprio corpo?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Consumo, logo existo

A inspiração dessa semana tem a ver com a minha formação e atuação profissional; não diretamente, mas com aquele "pano de fundo" que orienta, motiva e faz a gente levantar cedo todo dia e sentir que vale a pena: meio ambiente, natureza, ecologia, sustentabilidade, enfim, os conceitos verdadeiros por trás de termos tão "batidos".

E o gancho para trazer esse assunto à tona é o mundo urbano em que a maioria de nós (infelizmente) vive e que traz o componente obrigatório do consumo, em sua acepção mais agressiva, ostensiva e anti-responsável que o termo possa assumir. Mas é justamente nesse "antro" que pode estar a "salvação". Assumindo que o consumo é inevitável (prefiro assumir isso do que divagar em especulações pouco práticas para uma porta de saída), e enxergando a força que tem o mercado consumidor, vemos que pode ser possível fazer do consumo um aliado.

A prática dos 3 Rs (já inventaram vários erres, mas os 3 básicos são um bom começo) ajuda:
- Reduzir - consiste basicamente em evitar o desperdício, consumindo apenas e necessário, e indo além, fazendo uma reflexão sobre o que é realmente necessário. Só com a prática desse erre o consumo já é reduzido drasticamente, e com ele muitas formas de poluição são evitadas, desde a fabricação do produto, até a sua decomposição; sem falar nas matérias primas que deixam de ser utilizadas, diminuindo a pressão pelas mesmas.
- Reutilizar - envolve a reflexão sobre o produto na hora que você diz "não serve mais, joga no lixo". Será que não serve mesmo?! Será que dá para fazer outra coisa com essa "sucata"? É interessante usar a imaginação e a prática pode se tornar inclusive lúdica, descobrindo novas funções para embalagens, por exemplo. Também ajuda a reduzir a poluição para gerar novos produtos e o uso desnecessário de matéria prima.
- Reciclar - esse é o que geralmente as pessoas mais conhecem, mas é na verdade o último elo da reflexão, uma vez que o processo de reciclagem consome água, energia, tempo e recursos e, por sua vez, também gera resíduos e poluição. Além disso, são raros os produtos que são feitos 100% a partir de material reciclado, então também envolve matéria prima "virgem". Ué, mas então não vamos reciclar? Sim, claro que vamos, mas antes vamos praticar os dois primeiros erres e, aí sim, o que "sobrar", recicla-se.

O Recusar também é interessante, mas trata-se de uma postura mais xiita, pois consiste em simplesmente banir certos produtos considerados nocivos, seja a quem os fabrica (pensando na saúde e bem estar dos trabalhadores), seja para o meio ambiente (pensando nos resíduos e poluição que gera), seja para quem o consome - sim, consumimos coisas que nos fazem mal...

Dicas finais

Os principais momentos para colocar os erres em ação são óbvios, mas não custa lembrar:

* toda e qualquer "ida às compras", por mais ingênua que possa parecer: supermercado, farmácia, feira, shopping... (não basta levar a eco bag, tem que saber o que colocar dentro dela!);
* todo e qualquer momento que se "joga fora" alguma coisa: na cozinha, no banheiro, na lixeira da rua, no trabalho. Aquele material que jogamos no lixo não some em um passe de mágica... muito pelo contrário, pode permanecer no planeta mais tempo que nós mesmos. Olhe para o seu lixo! O que dele poderia ser evitado? Não basta jogar no lixo; precisamos saber em que lixo jogar; precisamos saber para onde vai esse lixo e o que acontecerá com ele - a responsabilidade é nossa!

Cenas do próximo capítulo

Para a próxima semana o tema continua. Vou tentar trazer atitudes mais práticas e concretas...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pra (re) começar...

Usando o jargão dos seriados americanos, inauguro a "segunda temporada" do Aralume. E começo a segunda terminando a primeira... explico: é que o tópico "casamento" acabou ficando sem nenhuma menção à lua de mel, por falta de fôlego e pela necessidade de "voltar à vida normal", depois de um ano pensando quase que exclusivamente em casamento (e em lua de mel, por consequência).

Mas seria muita injustiça ignorar essas duas semanas tão especiais que tivemos, então aí vai um relato-relâmpago e quem quiser mais detalhes, entre em contato que será um prazer relembrar (acompanhe o relato vendo as fotos: http://picasaweb.google.com.br/caepece/LuaDeMel#):

Não, não foi uma lua de mel comum (é claro). O trajeto foi feito de bicicleta (!). O fato foi mantido em segredo até o dia do casamento, mas planejamos todo o roteiro considerando esse sensacional meio de transporte. As magrelas viajaram de avião até Ilhéus e foi engraçado montá-las no aeroporto e sair pedalando. Dormimos a primeira noite em Ilhéus e seguimos para Serra Grande, onde ficamos hospedados na maravilhosa pousada Sukhavati (http://www.sukhavati.net/sukhavati.htm), que é toda decorada com móveis de Bali e tem um astral delicioso! Nosso amigo Matheus, que trabalha no Instituto Floresta Viva, tem o privilégio de morar a 200 metros dessa pousada e foi uma delícia revê-lo!

Depois de três dias nesse paraíso pedalamos até Itacaré, com direito a muitas subidas e descidas e um banho na praia da Engenhoca no meio do caminho, onde tomamos o melhor coco verde da viagem. Em Itacaré ficamos só uma noite, mas foi o suficiente para fazer bons amigos, como o Fábio, da Pousada Barcaça (linda, por sinal) e o Xan, do restaurante Manga Rosa (ótimo também), que nos socorreu com seus conhecimentos em mountain bike, consertando um elo torto da corrente, que poderia ter causado contratempos bem desagradáveis...

De Itacaré pegamos a balsa para a Península de Maraú e enfrentamos um pedal por uma estradinha linda, com muita lama e que "não acabava nunca"! Mas o esforço valeu a pena quando vimos a cor do mar do Ecoresort Naturapura (http://www.naturapura.com.br/)! Passamos o carnaval nessa agradável pousada, que é cuidadosamente administrada pelo Fred e pela Vivian e fica na praia de Cassange, ao lado do agito de Taipus de Fora, mas totalmente sossegada.

De Barra Grande, a estrela da península, nós só conhecemos o píer, no dia de ir embora, pegando o barco pra Camamu. Fica pra uma próxima... deixamos nossas queridas magrelas na casa do Maurício, também "amigo novo", personificação da hospitalidade baiana! Fomos de ônibus até Valença e de lá mais duas horas de lancha até a Ilha de Boipeba. Valeu o esforço! É difícil encontrar palavras pra descrever a atmosfera desse lugar, um vilarejo tranquilo e alegre, com muitas flores e casinhas coloridas, crianças brincando na rua... ficamos na Pousada Santa Clara (http://www.santaclaraboipeba.com/), que tem o melhor restaurante da Ilha, artesanatos lindíssimos e a hospitalidade do Charles.

Na volta, fomos "resgatados" pela Ana e pela Solange, as gaúchas mais baianas que existem! A Ana já era amiga desde Pira, e a Solange é amiga dela, que conhecemos naquele dia. Dormimos em Ilhéus, na casa da Ana, mas antes assistimos um show do Xangai! Para encerrar a viagem, um city tour diferente: de caiaque.

A viagem foi perfeita, enquanto viagem simplesmente, e também enquanto lua de mel. Depois de todo o estresse do casamento, poder ficar "a sós", namorando, passeando, jogando conversa fora... é a melhor coisa que tem! Casais, ouçam o conselho: lua de mel é essencial!

domingo, 26 de abril de 2009

Vídeo do casamento - Santo Amaro



Um dos momentos mais emocionantes da festa, a troca das alianças e o cumprimento dos pais e padrinhos. Ao som da música Santo Amaro, interpretada pelos amigos e artistas Lika Meirelles, Chico Terra, João Portella, Leandro Oliveira e Marcelo Mollinari.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Alianças

Seguindo a linha de casamento diferente, mas casamento, as alianças não poderiam fugir à regra. Sim, temos alianças e sim, elas são diferentes! Como somos um casal de engenheiros florestais, encomendamos alianças em ouro branco e madeira, que foram confeccionadas pela joalheira Maria do Carmo, da loja Krystallos, de Bragança. A madeira é a Caviúna (Dalbergia nigra), madeira nobre da Mata Atlântica, muito explorada no início da colonização e que ainda é usada atualmente para confecção de instrumentos musicais... carregamos conosco um pedacinho de algum violão ou viola! Se fosse de eucalipto, seria mais ecológica, mas muito menos poética. E ecologia por ecologia, as alianças "convencionais", 100 % de ouro, são bem mais "vilãs" do que as nossas...

E assim é o nosso amor: nobre e original; um tanto polêmico, mas muito elegante; renovável, porém durável, como madeira de lei que cupim não rói!

terça-feira, 3 de março de 2009

Casamento em forma de sarau


A "cerimônia" do casamento foi, na verdade, um grande sarau! A seguir o "programa":

Teatro Reflexões sobre o amor, encenado pelos brincantes do Baque Lua Cris, com participação especial de Diogo Veronezi e direção de Cassiano Moreira;
Rasga, Quinteto Armorial (música da entrada dos pais e padrinhos);

1º Movimento do Concerto de Bach em ré menor para rabeca e flauta, Antônio Nóbrega (música da entrada dos noivos e trilha sonora do blog!);

Coisas da Vida, Milton Nascimento, ao vivo, por Cristina Mathias (voz), Paulo Cesar (clarineta), Marcelo Germani (vaso), Marcelo Mollinari (violão), João Portella (percussão) e Leandro Oliveira (viola);

Namorado, ter ou não é uma questão, de Carlos Drummond de Andrade, declamada por Cassiano Moreira e Carolina Mathias;

Santo Amaro, Roque Ferreira e Délcio Carvalho (gravada por Maria Bethânia), ao vivo, por Lika Meirelles (voz), Marcelo Mollinari (violão), Leandro Oliveira (viola), João Portella (percussão) e Chico Terra (pandeiro) - música da troca de alianças!

Depois desse "programa oficial", ainda ganhamos um delicioso presente-surpresa dos amigos Rafael Oliveira (flauta) e Marcelo Mollinari (violão), que tocaram Trem Caipira, de Villa Lobos!

Meia-noite entrou em cena o Baque Lua Cris, grupo de batuqueiros e brincantes que animou a festa com ritmos do Maracatu, Coco e Ciranda. Para quem quiser saber mais sobre o trabalho do pessoal, acesse o blog http://baqueluacris.blogspot.com/

Quem cuidou do som mecânico foi o DJ Fabrício Vasconcellos, de Bragança.

Agradecimentos

[texto que estava no saguão da festa]

Não foram poucas as pessoas que trabalharam - diretamente, indiretamente e diretissimamente - para que essa festa acontecesse. Pessoas que contribuíram com idéias, com suor, com gentilezas, com dinheiro, com tempo, com paciência, com otimismo: todos ingredientes fundamentais para estarmos aqui, felizes e animados. Gostaríamos de agradecer especialmente a:
Alfredo Del Santo, por nos presentear com seu talento, expresso na capa do cordel;
Ana Clara, pelos envelopes dos convites, pelas milhares de idas ao Brás e à 25 de Março, pelas capas das almofadas, pelos estandartes, pelos enfeites com fitinhas e principalmente pelas idéias brilhantes e disposição Hercúlea!
Baque Lua Cris, por estudar e difundir a cultura musical brasileira;
Carolina Mendes, por nos contagiar com a alegria de casar, trazendo sempre suporte e otimismo!
Eva, pelo lindo e delicioso bolo e por trazê-lo cuidadosamente, desde São Paulo;
Família Pimenta, por nos ceder sua casa para alojar os apetrechos e por estarem sempre dispostos a ajudar;
Léia Mathias e Juliana Leopoldino, pela grande ajuda com os lírios de papel e muitos outros detalhes;
Márcia Leopoldino, pelas idéias, pelo profissionalismo e pela dedicação na organização geral do evento, antes, durante e depois;
Nido Campolongo, por ceder gentilmente seus móveis e suas criações, de forma leve e profissional;
Aos músicos: Chico Terra, João Portella, Leandro Oliveira, Marcelo Mollinari e Lika Meirelles - que toparam o desafio de tocarem juntos, conhecendo-se pouco e morando em cidades distantes, tornando esse momento ainda mais especial!


Serviços: Artcoquetel, Buffet Rennovação da Gula, Cida Atelier, Clube Literário e Recreativo, DJ Fabrício, Fotógrafo Felipe Gonçalves, Loja Quintal e San Marino Locações.

Agradecimento especial aos nossos pais, que nos deram
régua e compasso, liberdade para usá-los, amor e apoio nos momentos em que estamos traçando nossos caminhos pelo mundo. Nesse momento específico, somos muito gratos por eles terem se envolvido nas nossas idéias malucas, cada um a sua maneira, mas certamente doando-se por completo para realizar esse grande sonho de todos nós.

E a você, que nos prestigia com sua presença!


Muito obrigado!


Carolina e Paulo Cesar
Bragança Paulista, 14 de fevereiro de 2009 - Início da Era de Aquário!


pós-festa: como o texto foi escrito alguns dias antes da festa, merece algumas "atualizações", pois a véspera foi bastante agitada e contou com o apoio de pessoas cruciais, como o Rafael, namorado da Márcia (que esperamos que seja "promovido" a marido em breve, uma vez que a Márcia foi a feliz ganhadora do buquê!); o Gabriel Mathias, primo da noiva, muito prestativo; o pessoal do Grande Hotel Bragança, que hospedou muito bem grande parte dos convidados e os próprios noivos; e todos os amigos de longe, que estavam conosco no coração!