Fazia tempo que eu não ficava tanto tempo viajando... a última vez foi na lua de mel, mas o estilo foi bem diferente (embora nossa lua de mel tenha sido "adventure", foi uma lua de mel!).
Foram duas semanas intensas, que serão descritas em detalhes ao longo de dez capítulos de postagens aqui no Aralume, coisa inédita no blog e com estréia à altura. Minha ideia com todo esse relato é não apenas ajudar quem vai desbravar o Jalapão (TO) e a Chapada dos Veadeiros (GO), mas compartilhar um pouco dos nossos aprendizados, que serve para qualquer viagem de aventura, independente do roteiro.
Falar em "viagem de aventura" é até estranho, pois pra mim toda viagem é uma aventura. Não importa se você vai de avião ou jipe, se vai ficar num hotel estrelado ou num acampamento idem, se vai fazer sua comida ou prestigiar os chefs locais, se já foi antes ou se é a primeira vez, se está só ou acompanhado. O olhar do viajante deve ser atento e seus sentidos aguçados.
Vou falar mais pra frente das compras da viagem (sempre tem alguma coisa pra comprar, rs...), mas segue uma das minhas aquisições. Já escrevi sobre isso aqui no Aralume (Quem viu mais sabe mais) e essa é a minha grande justificativa pra viajar - se é que precisa de alguma!
domingo, 24 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Cheiros
Ontem passei o dia em São Paulo, com direito a metrô lotaaaaaaaaado e pequenas caminhadas nos arredores da Av. Paulista. Logo que desci do metrô já me surpreendeu a quantidade de gente fumando na rua... deve ser por causa da lei que proíbe o fumo em áreas fechadas, aí vai todo mundo pra calçada. Argh!
O meu desconforto com relação ao cigarro não é só com relação à preocupação com minha saúde, para não aspirar fumaça tóxica, mas principalmente com relação ao cheiro da fumaça. De um tempo pra cá venho notando que meu olfato está cada vez mais aguçado e isso costuma ser mais uma desvantagem do que uma vantagem... é impressionante o incômodo que cheiros ruins me causam!
E não precisa ser só um cheiro "obviamente" ruim, como esgoto, lixo e CC, mas também os "intermediariamente" ruins, como cigarro e comida (coloquei esses na categoria de intermediários porque tem muita gente que gosta, se não não fumava, né?! E quanto à comida, claro que muitas comidas me causam deleite com seus aromas, mas tem algumas que realmente me embrulham o estômago, enquanto tem alguém lambendo os beiços!) e tem os que normalmente não são ruins (ou não deveriam ser), como os perfumes. Ai, que tormento são os cheiros de perfume!!! E o pior é que eles ficam impregnados em mim se tenho um contato minimamente próximo com a pessoa, como um abraço.
Em tempo: não, não estou grávida e fico absolutamente apavorada de pensar que, se um dia eu ficar, essa sensibilidade provavelmente vai ficar exacerbada! Vou ter que andar com máscara, rs...
Eu adoro os sentidos de percepção, eles são uma fonte incrível de prazer e também mecanismos importantes de segurança para o corpo. Mas o olfato... ah, como eu queria poder "desligá-lo" de vez em quando!
Então pra tirar essa "inhaca" vou falar de alguns cheiros muito bons, aí quem sabe meu cérebro fique mais contentinho! Que tal um cheiro de fruta madura? Uma manga!!! E o cheiro da terra molhada, logo depois da chuva? Nem precisa ser um cheiro "natureba", eu adoro o cheiro do meu fusquinha! :) Também pode ser um cheiro "elitizado", como de um carro com bancos de couro, ou do perfume de bacana que o Paulo Cesar usou no nosso primeiro encontro e que, cada vez que ele usa, me proporciona uma deliciosa viagem no tempo!
Cheiro de casa limpa, cheiro de roupa lavada. Sabonete de lavanda. E o cheirinho do Pajé, então?! Ah, que cãozinho mais cheiroso!
Bem, pode ser que você não suporte alguns dos cheiros que eu mencionei e aí chegamos ao ponto da questão: gosto é gosto! Como diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece... e eu digo: quem ama o fedido, cheiroso lhe parece!
O meu desconforto com relação ao cigarro não é só com relação à preocupação com minha saúde, para não aspirar fumaça tóxica, mas principalmente com relação ao cheiro da fumaça. De um tempo pra cá venho notando que meu olfato está cada vez mais aguçado e isso costuma ser mais uma desvantagem do que uma vantagem... é impressionante o incômodo que cheiros ruins me causam!
E não precisa ser só um cheiro "obviamente" ruim, como esgoto, lixo e CC, mas também os "intermediariamente" ruins, como cigarro e comida (coloquei esses na categoria de intermediários porque tem muita gente que gosta, se não não fumava, né?! E quanto à comida, claro que muitas comidas me causam deleite com seus aromas, mas tem algumas que realmente me embrulham o estômago, enquanto tem alguém lambendo os beiços!) e tem os que normalmente não são ruins (ou não deveriam ser), como os perfumes. Ai, que tormento são os cheiros de perfume!!! E o pior é que eles ficam impregnados em mim se tenho um contato minimamente próximo com a pessoa, como um abraço.
Em tempo: não, não estou grávida e fico absolutamente apavorada de pensar que, se um dia eu ficar, essa sensibilidade provavelmente vai ficar exacerbada! Vou ter que andar com máscara, rs...
Eu adoro os sentidos de percepção, eles são uma fonte incrível de prazer e também mecanismos importantes de segurança para o corpo. Mas o olfato... ah, como eu queria poder "desligá-lo" de vez em quando!
Então pra tirar essa "inhaca" vou falar de alguns cheiros muito bons, aí quem sabe meu cérebro fique mais contentinho! Que tal um cheiro de fruta madura? Uma manga!!! E o cheiro da terra molhada, logo depois da chuva? Nem precisa ser um cheiro "natureba", eu adoro o cheiro do meu fusquinha! :) Também pode ser um cheiro "elitizado", como de um carro com bancos de couro, ou do perfume de bacana que o Paulo Cesar usou no nosso primeiro encontro e que, cada vez que ele usa, me proporciona uma deliciosa viagem no tempo!
Cheiro de casa limpa, cheiro de roupa lavada. Sabonete de lavanda. E o cheirinho do Pajé, então?! Ah, que cãozinho mais cheiroso!
Bem, pode ser que você não suporte alguns dos cheiros que eu mencionei e aí chegamos ao ponto da questão: gosto é gosto! Como diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece... e eu digo: quem ama o fedido, cheiroso lhe parece!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Pra mana Ana
Dia 24 foi aniversário da mana Ana
Dia de São João, dia de festa e tradição.
Na roça, no paiol que tanta festança e cantoria já testemunhou
A última faz dez anos e parece que o tempo parou
Casa enfeitada com relíquias de agora, de antes e de muito antes
E vai se espalhando nas barracas pela grama
Fogueira, bandeirinhas coloridas, céu estrelado, noite fria.
Quentão, paçoca, milho e cuscuz.
Muita moça bonita. Casada, namorada, solteira.
Muito violeiro, sanfoneiro e batuqueiro.
Mães, pais, filhos grandes e pequenos
Gente de cá, de ali, de acolá e de além mar
Amigos queridos, queridos, queridos
E os santos nas janelas, olhando tudo...
Quadrilha, bingo... se deixasse ia até domingo!
Tem gente querendo mais, mas da labuta, só sabe quem faz
Ninguém tem alma pequena e tudo vale a pena
Alma grande e lavada, faz até poema!
terça-feira, 21 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Transgênicos
Como tudo na vida, a pauta ambientalista também tem suas "modas". Fazia tempo que eu não ouvia falar dos transgênicos, até que outro dia me deparei com esse símbolo aí na embalagem da ração dos meus cachorros. Pedi outra marca para o vendedor, mas não tinha pra onde correr: são TODAS transgênicas! (bem, ainda não descobri um pet shop natureba, rs...).
Aí estava arrumando o armário da cozinha e de novo aparece esse símbolo no meu pacotinho de Milharina. Não sei quem escolheu essa comunicação visual, mas acertou, porque ao ver isso dá a impressão que vou entrar em contato com algo altamente tóxico, radioativo. Ops, peraí:
Hum... será mera coincidência?!
Enfim... já faz tempo que eu não compro mais óleo de soja nem de milho, pelo risco de estar consumindo transgênico. É que no meio da confusão de aprova, não aprova, regulamenta, não regulamenta, rotula, não rotula, muito material duvidoso veio (e continua vindo) goela abaixo, literalmente.
Sobre rotulagem, veja trecho de matéria do Greenpeace:
"Em 2003, foi publicado o decreto de rotulagem (4680/2003), que obrigou empresas da área da alimentação, produtores, e quem mais trabalha com venda de alimentos, a identificarem, com um “T” preto, sobre um triangulo amarelo, o alimento com mais de 1% de matéria-prima transgênica.
A resistência das empresas foi muito grande, e muitas permanecem até hoje sem identificar a presença de transgênicos em seus produtos. O cenário começou a mudar somente após denúncia do Greenpeace, em 2005, de que as empresas Bunge e Cargill usavam transgênicos sem rotular, como determina a lei. O Ministério Público Federal investigou e a justiça determinou que as empresas rotulassem seus produtos, o que começou a ser feito em 2008."
Bom, se você não sabe direito do que eu estou falando, vou tentar fazer um resumo: transgênico é o nome popular de algo que tecnicamente recebe o nome de Organismo Geneticamente Modificado (OGM). Esse "organismo" é feito a partir de alguma modificação genética, que pode ser pelo cruzamento de duas ou mais espécies, ou algo ainda mais doido, visando a aquisição de alguma qualidade que passou despercebida pela natureza em seu processo de criação e aprimoramento das espécies, como por exemplo, hum... vejamos... resistência a determinado tipo de herbicida!
Aí a soja transgênica não é afetada quando o herbicida é aplicado na plantação. Morre tudo, menos a soja. Uma beleza, né? Aposto que você não vai se espantar quando souber que a empresa que desenvolveu a soja transgênica é a mesma que fabrica o herbicida... então o agricultor compra a semente, compra o adubo, compra o herbicida e na safra que vem, tudo de novo, porque semente transgênica é estéril (bom, aqui, justiça seja feita, não é privilégio dos trangênicos, já que 99,99% das sementes usadas em larga escala são estéreis - ou seria 100% mesmo?! - são os tais dos híbridos, resultado de melhoramento genético, que é uma manipulação menos barra pesada que a dos transgênicos, mas também resulta em umas coisas meio estranhas, que não são capazes de fazer a coisa mais básica da natureza: se reproduzir).
E com tudo isso o agricultor vai ficando cada vez mais dependente da empresa que possui o patrimônio genético daquela espécie. Toda safra tem que comprar semente. Até aí tudo bem, porque os transgênicos são usados em grandes latifúndios e eu que não vou ficar com dó dos latifundiários que ficam dependentes da mega empresas do agronegócio. Mas não custa nada questionar um pouco esse modelo de desenvolvimento, né?! =D
Fora esse impacto social, não se tem muita certeza (ou nenhuma certeza) sobre os danos que os transgênicos possam trazer ao meio ambiente e à saúde de quem os consome. Diante desse quadro os ambientalistas lançam mão do Princípio da Precaução, que no português claro é o famoso pé atrás. E os defensores dos trangênicos vem sempre com aquele blá, blá, blá da fome no mundo, aí eles veem que (quase) ninguém mais tá caindo nessa e começam a falar da importância do Brasil se destacar no mercado internacional, agrobusiness e o escambau. Bah!
Ok, o papo ficou indigesto. Mas vale lembrar que os produtos orgânicos certificados são livres de transgênicos. E no mais, olho aberto e boca fechada, hehe...
Aí estava arrumando o armário da cozinha e de novo aparece esse símbolo no meu pacotinho de Milharina. Não sei quem escolheu essa comunicação visual, mas acertou, porque ao ver isso dá a impressão que vou entrar em contato com algo altamente tóxico, radioativo. Ops, peraí:
Hum... será mera coincidência?!
Enfim... já faz tempo que eu não compro mais óleo de soja nem de milho, pelo risco de estar consumindo transgênico. É que no meio da confusão de aprova, não aprova, regulamenta, não regulamenta, rotula, não rotula, muito material duvidoso veio (e continua vindo) goela abaixo, literalmente.
Sobre rotulagem, veja trecho de matéria do Greenpeace:
"Em 2003, foi publicado o decreto de rotulagem (4680/2003), que obrigou empresas da área da alimentação, produtores, e quem mais trabalha com venda de alimentos, a identificarem, com um “T” preto, sobre um triangulo amarelo, o alimento com mais de 1% de matéria-prima transgênica.
A resistência das empresas foi muito grande, e muitas permanecem até hoje sem identificar a presença de transgênicos em seus produtos. O cenário começou a mudar somente após denúncia do Greenpeace, em 2005, de que as empresas Bunge e Cargill usavam transgênicos sem rotular, como determina a lei. O Ministério Público Federal investigou e a justiça determinou que as empresas rotulassem seus produtos, o que começou a ser feito em 2008."
Bom, se você não sabe direito do que eu estou falando, vou tentar fazer um resumo: transgênico é o nome popular de algo que tecnicamente recebe o nome de Organismo Geneticamente Modificado (OGM). Esse "organismo" é feito a partir de alguma modificação genética, que pode ser pelo cruzamento de duas ou mais espécies, ou algo ainda mais doido, visando a aquisição de alguma qualidade que passou despercebida pela natureza em seu processo de criação e aprimoramento das espécies, como por exemplo, hum... vejamos... resistência a determinado tipo de herbicida!
Aí a soja transgênica não é afetada quando o herbicida é aplicado na plantação. Morre tudo, menos a soja. Uma beleza, né? Aposto que você não vai se espantar quando souber que a empresa que desenvolveu a soja transgênica é a mesma que fabrica o herbicida... então o agricultor compra a semente, compra o adubo, compra o herbicida e na safra que vem, tudo de novo, porque semente transgênica é estéril (bom, aqui, justiça seja feita, não é privilégio dos trangênicos, já que 99,99% das sementes usadas em larga escala são estéreis - ou seria 100% mesmo?! - são os tais dos híbridos, resultado de melhoramento genético, que é uma manipulação menos barra pesada que a dos transgênicos, mas também resulta em umas coisas meio estranhas, que não são capazes de fazer a coisa mais básica da natureza: se reproduzir).
E com tudo isso o agricultor vai ficando cada vez mais dependente da empresa que possui o patrimônio genético daquela espécie. Toda safra tem que comprar semente. Até aí tudo bem, porque os transgênicos são usados em grandes latifúndios e eu que não vou ficar com dó dos latifundiários que ficam dependentes da mega empresas do agronegócio. Mas não custa nada questionar um pouco esse modelo de desenvolvimento, né?! =D
Fora esse impacto social, não se tem muita certeza (ou nenhuma certeza) sobre os danos que os transgênicos possam trazer ao meio ambiente e à saúde de quem os consome. Diante desse quadro os ambientalistas lançam mão do Princípio da Precaução, que no português claro é o famoso pé atrás. E os defensores dos trangênicos vem sempre com aquele blá, blá, blá da fome no mundo, aí eles veem que (quase) ninguém mais tá caindo nessa e começam a falar da importância do Brasil se destacar no mercado internacional, agrobusiness e o escambau. Bah!
Ok, o papo ficou indigesto. Mas vale lembrar que os produtos orgânicos certificados são livres de transgênicos. E no mais, olho aberto e boca fechada, hehe...
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