Coisa que gosto é poder partir sem ter planos, melhor ainda é poder voltar quando quero...
Ah, Milton, nem fale, deve ser mesmo uma delícia! Mas agora me dou conta de que nunca fiz isso e começo a pensar por quê...
1) adoro planejar as coisas! No caso das viagens, planejar já é um jeito de começá-la, estendendo assim os preciosos momentos on the road. Eu realmente me divirto navegando por sites e blogs, perguntando pras pessoas que já foram, folheando os Guias 4 Rodas!
2) e quando ao "poder voltar quando quero", bem, isso pra mim é realmente um mistério da vida nômade. Não entendo como as pessoas conseguem esse nível de desprendimento. Todas as datas das minhas voltas de viagens sempre estiveram atreladas a compromissos escolares ou profissionais... se bem que na época da faculdade, quando tinha quase três meses de férias, até que conseguia fazer um esquema "quando acabar a grana eu volto". E aí surge o outro limitador: grana! Mais um mistério da vida nômade pra mim. Quando leio relatos de viajantes que ficaram meses, anos, viajando sempre me pergunto: Quem paga? Como ele consegue?
Quem sabe um dia eu consiga o desprendimento dos compromissos e consiga também superar o paradigma financeiro de que viagem é sinônimo de gasto sem entrada. Só pelo exercício de quebra de paradigma já seria interessante, vou pensar no caso ;)
A reflexão também me traz a vontade de fazer uma viagem totalmente "sem planos". Totalmente mesmo, já pensou? Fazer uma mochila básica, ir até a rodoviária e escolher o destino, a partir daí, outro e outro, ou então ficar apenas no primeiro, quem sabe?! Acho que vale a pena passar por isso pelo menos uma vez na vida!
Mas mesmo com os planejamentos e uma certa imobilidade de datas, ainda considero importante o "espírito" freestyle ao viajar. No caso dessa viagem nós tínhamos alguns grandes objetivos: conhecer o Jalapão e passar na Chapada dos Veadeiros, mas os detalhes ficaram em aberto. Não definimos exatamente onde pernoitaríamos ou quanto tempo ficaríamos em cada lugar. E mesmo o que foi definido, estava aberto a mudanças. Tem que estar, ou você quer ter a pretensão de controlar o destino?!
Pra mim a grande vantagem do planejamento prévio é economizar tempo de viagem e muitas vezes dinheiro, pois com alguns indicativos de onde ir, você vai mais rápido e gasta menos com bobagens. Mas e se na hora que chagar lá não for o que você estava imaginando? Muda! Sem drama, simplesmente vai atrás de outra coisa.
Esse jogo de cintura é fundamental quando acontecem os imprevistos (que sempre acontecem, então com isso já conseguimos prever o imprevisto, rs... por mais paradoxal que seja é a verdade. Quando você sabe que pode acontecer um imprevisto, fica de sobreaviso, calcula um tempo um pouco maior pra fazer a viagem com tranquilidade, leva um dinheirinho a mais). Mas nada de paranoia! Não gosto de ficar pensando em coisas ruins ou planejando em cima de suposições (e se o carro quebra, e se alguém fica doente, e se...). Basta levar o cartão do seguro, um kit de primeiros socorros, um livro (pras longas esperas), um amigo (que vai com você ou aparece no meio do caminho!) :) Além disso, o que mais se há de fazer?! Deixa vir, deixa rolar. No fim, tudo é história e situações inesperadas nos levam a lugares inesperados (é memo?!), com suas surpresas e novidades.
Gosto de encarar a viagem como uma oportunidade de autoconhecimento. Estar em lugares desconhecidos estimula o cérebro. Estar em situações de rara beleza faz aflorar emoções intensas. Ver outras realidades nos faz pensar melhor nas nossas. Sentir novos cheiros, novos gostos, ver novas flores, ouvir novos cantos, sentir a pedra, a água, o sol! Estimular os sentidos nos faz vivos!
E para isso tudo é preciso estar aberto, é preciso esquecer um pouco o relógio, o calendário, o celular, o e-mail... esses são os momentos freestyle das viagens pra mim. E são nesses momentos que você pensa "quer saber, vou ficar aqui mesmo!", quando na verdade tinha planejado ir adiante; ou então são nesses momentos que você escuta uma história sobre um lugar XYZ, que te dá uma vontade louca de ir conhecer e vai, quando o plano seria ficar mais um pouco.
Mesmo que você tenha partido com planos, mesmo que você não posssa voltar exatamente quando queira, o tempo entre a data de partida e a de chegada é seu e os planos podem mudar junto com os ventos.
Fotografias:
De uma só vez os dois últimos passeios da Chapada: Rei do Prata e Ponte de Pedra. Picasa.
Cenas do próximo capítulo:
Rá, pensou que tinha acabado?! Por falar em freestyle, ainda falta o último lote de fotos, do lugar que foi o "bônus" da viagem: Brasília.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Jalapão e Chapada dos Veadeiros - Parte 8 de 10: custos
É, a história tá rendendo... eu sempre arrumo um jeito de esticar as viagens e escrever sobre elas pra mim é a melhor forma! Dá pra estender tanto antes quanto depois, rs...
Mas então vamos lá. Quanto custa ir pro Jalapão?! Bem, depende... se você for com o Korubo fica em R$ 2.500,00 + passagem até Palmas (TO), um roteiro de 7 dias. E se você for com a gente =D fica em... tchã-rã-rã-rã...
Transporte:
O ponto de partida e chegada foi Itu (bem melhor do que Palmas, hein? rs...). Combinamos um valor por km para a Dalva, referente a manutenções gerais do carro como pneus, óleo, filtros, rebimbocas, seguro... esse valor foi de R$ 0,45/km + diesel + pedágios. Isso tudo ficou em R$ 693,00/pessoa.
Hospedagem:
Uberaba: Hotel Albatroz - R$ 100,00/casal
Pirenópolis: Pousada Dona Geni - R$ 90,00/casal s/ café da manhã
Arraias: Pousada Boi Carreiro - R$ 60,00/casal
Pote Alta: camping selvagem - R$ 20,00 de gorjeta pro vizinho :)
Mateiros: camping Rio Novo - R$ 10,00/pessoa
Palmas: Hotel Estrela - R$ 100,00/casal
Cavalcante: camping Canto do Brasil - R$ 12,00/pessoa
Brasília: Hotel Aristus - R$ 165,00
Uberlândia: Hotel Sara - R$ 89,00
TOTAL: 854,00/casal ou R$ 427,00/pessoa (desde que você tenha alguém pra dividir o quarto...)
Alimentação:
A nossa compra de supermercado, incluindo as iguarias mil da Zona Cerealista ficou em R$ 148,00/pessoa. Em restaurantes eu gastei mais R$ 262,00, então dá pra dizer que é possível passar muito bem no Jalapão (e Chapada e Palmas e Brasília) com R$ 410,00 mais a Ana =D (ah, na conta de restaurantes considere que eu não como carnes, então se você for fã de um peixinho ou churrasco pode colocar uma gordura nessa conta, com o perdão do trocadilho!). Aqui também não entram gastos com bebidas alcoólicas.
Passeios:
TUDO paga, cinco reais, dez reais, vinte reais... no dia que ficamos sem a Dalva tivemos que alugar o carro do S. Antonio, que foi R$ 1,80/km (incluindo o Diesel) e ficou em uns R$ 60,00/pessoa. Abaixo quanto custa pra conhecer cada uma das maravilhas:
Pirenópolis: RPPN Vargem Grande - R$ 20,00
Alto Paraíso: Cachoeiras das Loquinhas - R$ 12,00
Ponte Alta: Cachoeira Brejo da Cama - R$ 5,00
Mateiros:
Rio Novo - R$ 5,00 (é o valor que você paga pra entrar no camping, fora a hospedagem. Taxa única, independente do número de dias que você fique)
Dunas - R$ 5,00
Fervedouro - R$ 5,00
Cachoeira do Formiga - R$ 5,00
Cavalcante:
Cachoeira Sta. Barbara e Capivara - R$ 10,00 para entrar + diária do guia (R$ 50,00, dividido no grupo)
Cachoeira Rei do Prata - diária do guia: R$ 80,00 (dividido no grupo)
Ponte de Pedra - diária do guia: R$ 80,00 (dividido no grupo)
TOTAL: R$ 97,00/pessoa + aluguel do carro (imprevisto...) = R$ 157,00/pessoa
Passa a régua: Transporte + Hospedagem + Alimentação + Passeios = R$ 1.687,00/pessoa para 15 dias.
Dá ainda pra gastar mais um tantinho em compras... Em Pirenópolis tem lojinhas e mais lojinhas, mas como estava no começo da viagem não nos empolgamos muito, mesmo porque nem ia caber no carro. Mas vale a pena mencionar a loja Tertúlia - produtos culturais, onde gastei algumas notas. No Jalapão tem o indefectível capim dourado, a preços bem acessíveis (não vou contar porque dei alguns de presente, huiuhahahaha!). Em Natividade tem os biscoitinhos por R$ 5,00. E só... tudo bem que o perfil do grupo não era dos mais compradores, mas realmente não tem muito onde gastar dinheiro. Um artesanato aqui, outro ali (o fato de não caber nada no carro ajuda bastante a controlar os gastos, hehe!).
Levar dinheiro trocado é uma boa e no Jalapão não conte com cartões (vi essas dicas em sites antes de ir e elas procedem!). No Jalapão, tendo um GPS não precisa de guia, mas na Chapada o Gepeto não manda muito e alguns lugares, como a comunidade Kalunga, é obrigatório estar acompanhado por um guia. O passeio do Rei do Prata, como já mencionei antes, também pede um guia experiente. É só se informar no Centro de Atendimento ao Turista que eles costumam ser bem sérios e organizados. Os valores de diárias são meio padronizados de acordo com os passeios. Eu, de forma geral, não gosto muito de fazer passeios com guia, mas de vez em quando é bom, você sempre aprende mais sobre a região, além da distribuição de renda, que também é importante levar em conta ;)
Sobre custos ainda vale mencionar que é fundamental o grupo estar bem afinado com relação ao padrão dos gastos. Isso evita estresse na hora de escolher restaurante e hotel, principalmente. No nosso caso não teve nenhum acordo formal (mas tivemos conversas sobre custos antes, então todo mundo estava mais ou menos preparado) e tudo fluiu maravilhosamente bem, mas uma das frases mais repetidas na viagem foi: Precisa ver se o Departamento Financeiro aprova! Brincadeira e tiração de sarro, porque ninguém estava "contado moedinhas", mas 200,00 pra uma noite num hotel o Departamento Financeiro definitivamente não aprovava, rs... por outro lado, depois de passar dias e dias cozinhando num acampamento, sem gastar um tostão, ninguém estava preocupado com o preço do restaurante (ainda mais porque dava pra pagar com cartão, huiuahaha!).
Ter um certo conforto financeiro durante uma viagem ajuda a torná-la mais leve. Eu já viajei algumas vezes com dinheiro bem contado e só uma vez esbanjando (lua de mel, é claro, hehe!). Acho que me acostumei ao meio termo, de ter dinheiro suficiente, mas sem luxos. Luxos também são relativos, por isso digo que o grupo precisa estar de acordo sobre o que é luxo, o que é necessidade e o que é conforto básico.
Resumindo: valeu cada centavo e não consigo imaginar NADA que eu pudesse fazer com R$ 1.687,00 que me desse mais prazer, mais alegria, mais histórias pra contar, mais fotografias lindas, mais momentos de reflexão, aprendizado e crescimento do que essa viagem. Viajar, pra mim, é sim o melhor investimento!
Fotografias:
O resgate da Dalva: tudo vira festa! E Natividade, a princesinha do Tocantins: Picasa.
Cenas do próximo capítulo:
Lixo e meio ambiente! Ou você achou que ia ser só farra?!
Mas então vamos lá. Quanto custa ir pro Jalapão?! Bem, depende... se você for com o Korubo fica em R$ 2.500,00 + passagem até Palmas (TO), um roteiro de 7 dias. E se você for com a gente =D fica em... tchã-rã-rã-rã...
Transporte:
O ponto de partida e chegada foi Itu (bem melhor do que Palmas, hein? rs...). Combinamos um valor por km para a Dalva, referente a manutenções gerais do carro como pneus, óleo, filtros, rebimbocas, seguro... esse valor foi de R$ 0,45/km + diesel + pedágios. Isso tudo ficou em R$ 693,00/pessoa.
Hospedagem:
Uberaba: Hotel Albatroz - R$ 100,00/casal
Pirenópolis: Pousada Dona Geni - R$ 90,00/casal s/ café da manhã
Arraias: Pousada Boi Carreiro - R$ 60,00/casal
Pote Alta: camping selvagem - R$ 20,00 de gorjeta pro vizinho :)
Mateiros: camping Rio Novo - R$ 10,00/pessoa
Palmas: Hotel Estrela - R$ 100,00/casal
Cavalcante: camping Canto do Brasil - R$ 12,00/pessoa
Brasília: Hotel Aristus - R$ 165,00
Uberlândia: Hotel Sara - R$ 89,00
TOTAL: 854,00/casal ou R$ 427,00/pessoa (desde que você tenha alguém pra dividir o quarto...)
Alimentação:
A nossa compra de supermercado, incluindo as iguarias mil da Zona Cerealista ficou em R$ 148,00/pessoa. Em restaurantes eu gastei mais R$ 262,00, então dá pra dizer que é possível passar muito bem no Jalapão (e Chapada e Palmas e Brasília) com R$ 410,00 mais a Ana =D (ah, na conta de restaurantes considere que eu não como carnes, então se você for fã de um peixinho ou churrasco pode colocar uma gordura nessa conta, com o perdão do trocadilho!). Aqui também não entram gastos com bebidas alcoólicas.
Passeios:
TUDO paga, cinco reais, dez reais, vinte reais... no dia que ficamos sem a Dalva tivemos que alugar o carro do S. Antonio, que foi R$ 1,80/km (incluindo o Diesel) e ficou em uns R$ 60,00/pessoa. Abaixo quanto custa pra conhecer cada uma das maravilhas:
Pirenópolis: RPPN Vargem Grande - R$ 20,00
Alto Paraíso: Cachoeiras das Loquinhas - R$ 12,00
Ponte Alta: Cachoeira Brejo da Cama - R$ 5,00
Mateiros:
Rio Novo - R$ 5,00 (é o valor que você paga pra entrar no camping, fora a hospedagem. Taxa única, independente do número de dias que você fique)
Dunas - R$ 5,00
Fervedouro - R$ 5,00
Cachoeira do Formiga - R$ 5,00
Cavalcante:
Cachoeira Sta. Barbara e Capivara - R$ 10,00 para entrar + diária do guia (R$ 50,00, dividido no grupo)
Cachoeira Rei do Prata - diária do guia: R$ 80,00 (dividido no grupo)
Ponte de Pedra - diária do guia: R$ 80,00 (dividido no grupo)
TOTAL: R$ 97,00/pessoa + aluguel do carro (imprevisto...) = R$ 157,00/pessoa
Passa a régua: Transporte + Hospedagem + Alimentação + Passeios = R$ 1.687,00/pessoa para 15 dias.
Dá ainda pra gastar mais um tantinho em compras... Em Pirenópolis tem lojinhas e mais lojinhas, mas como estava no começo da viagem não nos empolgamos muito, mesmo porque nem ia caber no carro. Mas vale a pena mencionar a loja Tertúlia - produtos culturais, onde gastei algumas notas. No Jalapão tem o indefectível capim dourado, a preços bem acessíveis (não vou contar porque dei alguns de presente, huiuhahahaha!). Em Natividade tem os biscoitinhos por R$ 5,00. E só... tudo bem que o perfil do grupo não era dos mais compradores, mas realmente não tem muito onde gastar dinheiro. Um artesanato aqui, outro ali (o fato de não caber nada no carro ajuda bastante a controlar os gastos, hehe!).
Levar dinheiro trocado é uma boa e no Jalapão não conte com cartões (vi essas dicas em sites antes de ir e elas procedem!). No Jalapão, tendo um GPS não precisa de guia, mas na Chapada o Gepeto não manda muito e alguns lugares, como a comunidade Kalunga, é obrigatório estar acompanhado por um guia. O passeio do Rei do Prata, como já mencionei antes, também pede um guia experiente. É só se informar no Centro de Atendimento ao Turista que eles costumam ser bem sérios e organizados. Os valores de diárias são meio padronizados de acordo com os passeios. Eu, de forma geral, não gosto muito de fazer passeios com guia, mas de vez em quando é bom, você sempre aprende mais sobre a região, além da distribuição de renda, que também é importante levar em conta ;)
Sobre custos ainda vale mencionar que é fundamental o grupo estar bem afinado com relação ao padrão dos gastos. Isso evita estresse na hora de escolher restaurante e hotel, principalmente. No nosso caso não teve nenhum acordo formal (mas tivemos conversas sobre custos antes, então todo mundo estava mais ou menos preparado) e tudo fluiu maravilhosamente bem, mas uma das frases mais repetidas na viagem foi: Precisa ver se o Departamento Financeiro aprova! Brincadeira e tiração de sarro, porque ninguém estava "contado moedinhas", mas 200,00 pra uma noite num hotel o Departamento Financeiro definitivamente não aprovava, rs... por outro lado, depois de passar dias e dias cozinhando num acampamento, sem gastar um tostão, ninguém estava preocupado com o preço do restaurante (ainda mais porque dava pra pagar com cartão, huiuahaha!).
Ter um certo conforto financeiro durante uma viagem ajuda a torná-la mais leve. Eu já viajei algumas vezes com dinheiro bem contado e só uma vez esbanjando (lua de mel, é claro, hehe!). Acho que me acostumei ao meio termo, de ter dinheiro suficiente, mas sem luxos. Luxos também são relativos, por isso digo que o grupo precisa estar de acordo sobre o que é luxo, o que é necessidade e o que é conforto básico.
Resumindo: valeu cada centavo e não consigo imaginar NADA que eu pudesse fazer com R$ 1.687,00 que me desse mais prazer, mais alegria, mais histórias pra contar, mais fotografias lindas, mais momentos de reflexão, aprendizado e crescimento do que essa viagem. Viajar, pra mim, é sim o melhor investimento!
Fotografias:
O resgate da Dalva: tudo vira festa! E Natividade, a princesinha do Tocantins: Picasa.
Cenas do próximo capítulo:
Lixo e meio ambiente! Ou você achou que ia ser só farra?!
sábado, 6 de agosto de 2011
Jalapão e Chapada dos Veadeiros - Parte 7 de 10: passeios
Depois de muita estrada e um hotelzinho meia boca, chegamos a Pirenópolis, uma cidade histórica perto de Goiânia. As ruas e calçadas são de pedra, o casario é muito bem conservado e colorido e o melhor: a fiação é subterrânea (Paraty, moooooooorra de inveja! rs...). Não tem praia, mas a cidadezinha é cercada de cachoeiras.
Como tínhamos apenas um dia em Piri, segui a dica de uma amiga de Brasília e fomos pra RPPN da Vargem Grande, onde tem duas cachoeiras, a Santa Maria e a do Lázaro (a primeira tem uma praia bem gostosa). RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - é uma categoria de Unidade de Conservação particular; é como um parque, tem também suas regras, mas a terra é de domínio privado. Tem um centro de visitantes bacana, com lanchonete, lojinha e banheiros.
No dia seguinte, pra abrandar a overdose de estrada, paramos pra almoçar em Alto Paraíso e fomos até as Loquinhas, que também é uma propriedade particular, com uma recepção e banheiros. São duas trilhas e ao longo delas distribuem-se 12 poços! Água cristalina e trilhas muito bem feitas, na maior parte suspensas (de madeira), com decks, bancos e escadinhas pra entrar na água, que nesse época é gelada! Fica do lado da cidade, o acesso é muito fácil.
A nossa próxima "atração" foi só dois dias depois, já no Jalapão: Cachoeira Brejo da Cama. Essa sim é só pra 4x4, ou a pé, ou a cavalo... bicicleta eu não recomendaria, rs... água limpíssima, poço ótimo pra banho, "hidromassagem". Foi lá que degustamos a melancia, hummmm... ah, e foi um dos poucos lugares da viagem onde não vimos NINGUÉM. Sensação de estar no meio do nada mesmo!
Depois nossa diversão foi no Rio Novo, no camping. A Ana encheu a boia pink e ficamos lá, tomando sol, fugindo do sol, lendo na praia, fazendo comida, comendo... ô trem bão! Só que depois do almoço já estávamos tendo crise de abstinência de estrada e fomos pras dunas!
A dica do S. Antônio foi ótima, que é ir ver o por do sol nas dunas. Como ele mesmo diz, "não tem nada pra fazer lá" e durante o dia fica um calorzão infernal, então já é meio de praxe a galera ir no fim do dia. Dito e feito: "nóis e a galera"! Acabou-se a sensação de estar no meio do nada... mas faz parte, nada que incomode (demais). O que importa é que nós chegamos primeiro e pegamos o melhor lugar, kkkkk... como presente dos céus ainda deu pra ver a lua cheia nascer, um espetáculo! Aí sim ficamos só nós porque a "galera" tinha medo do escuro... aff, escuro! Não precisava nem de lanterna tamanha era a claridade da lua cheia!
E enfim chegou o grande dia de conhecer o Fervedouro! O plano inicial era levantar acampamento e ir pra Mateiros, onde ficam o Fervedouro, a Cachoeira do Formiga e a comunidade quilombola que faz artesanato de campim dourado, mas... com o problema do carro tivemos que acelerar o cronograma e fizemos tudo isso num bate-volta.
Não deu pra ir na comunidade ver o campim dourado e a mulherada foi às compras enquanto o PC negociava o guincho/táxi com a seguradora. Foi nessa hora que ficamos sabendo que teríamos que ir pra Palmas "ainda hoje" e aí começou a gincana para conhecer os atrativos de Mateiros! Compramos meia dúzia de lembrancinhas e pé na estrada.
O Fervedouro é realmente incrível! Eu estava tentando controlar as minhas expectativas, pra não me decepcionar, mas superou mesmo as expectativas incontroladas! Não tem nem como descrever a sensação... mas imagine-se em um poço com fundo de areia, só que seus pés não tocam o chão e você também não afunda... a areia chega até a cintura, mas fica "fervendo"... uma coisa MUITO louca! A única desvantagem é que você sai de lá com areia até o ouvido (por dentro, rs...)!
A Cachoeira do Formiga fica pertinho do Fervedouro e a ideia incial era acampar lá, mas teria sido a maior roubada, porque estava LOTADO, a maior farofa. Tudo bem que era domingo... talvez o lance seja ir no meio da semana. Mas o lugar é realmente lindo. Mesmo com toda aquela gente a beleza salta aos olhos e a água azul impressiona. No fim, como diz meu amigo Axé, "tudo é perfeito" e a gente teve que passar correndo por esse paraíso ultra-povoado!
Em Palmas a gente não conseguiu passear, pois o conserto do carro foi rápido (UFA!). Hotel, shopping, restaurante japonês, supermercado, posto de gasolina com loja de conveniência... pronto, chega de cidade! A segunda parte da expedição foi para a parte menos explorada da Chapada dos Veadeiros, que tem Cavalcante como cidade de apoio.
Mas no caminho paramos em Natividade, a "princesinha do Tocantins" segundo o PC! A cidade é realmente uma graça, com casinhas muito fofas, um centro histórico super preservado, mas sem nenhum apelo turístico. Parece uma cidadezinha de novela (novela boa, é claro, coisa rara...). E lá tem uns tais de uns biscoitinhos, que o PC descobriu em uma viagem a trabalho. Lá fomos nós atrás dos biscoitinhos e fomos parar na fábrica! Super artesanal, o pessoal sentado em roda enrolando os biscoitos e ao fundo enormes fornos a lenha! A partir daí uma das frases bem repetidas, sempre que o Pablo ia arrumar a bagagem era: "cuidado com os meus biscoitos de Natividade!"
Em Cavalcante o primeiro passeio foi para a Cachoeira da Santa Bárbara, que fica dentro da comunidade quilombola Kalunga. Essa que é a cachoeira de água azul impressionante que eu e o PC fomos no ano passado e que de água na boca de muita gente! E lá estava ela, imponente, azul, gelada! Ainda dentro da comunidade tem a Cachoeira da Capivara, com água esverdeada, linda também.
Enquanto no Jalapão a gente teve uma vida sedentária ("chacoalhária", é verdade, mas tudo se chegava de carro), na Chapada tem que camelar! Pra ir na Sta. Bárbara e Capivara, se tiver de 4x4 anda menos, mas mesmo assim são uns bons minutos de caminhada.
No dia seguinte fomos pra Cachoeira Rei do Prata e aí sim a gente andou, andou, andou... o dia inteiro! Mas valeu a pena! Tem que ir com guia, pois fica dentro de uma propriedade particular. Tem um trecho de passagem difícil, pela água, que precisa até de corda, então é bom estar com alguém experiente. O trajeto passa por diversos córregos, então se você estiver acostumado a andar de papete é uma boa, ou então vai ter que ficar tirando e pondo tênis umas oito vezes! Ou, pior, andar de tênis molhado...
A ideia era ir embora logo cedo, pra dar uma passada em São Jorge, mas ouvimos umas "propagandas" de uma tal Ponte de Pedra e resolvemos conferir. Também precisa de guia e o Daniel mais uma vez nos levou. Tem paisagens muito lindas e um banho gelado para os corajosos. A caminhada é boa, com um trecho bem íngreme, mas não muito longo. Estávamos de volta a tempo de fazer o almoço, desmontar acampamento e seguir viagem.
Desistimos de São Jorge e fomos direto pra Brasília. Mais uma vez foi muito bom reencontrar os azulejos, tapetinhos de banheiro, cama e cia! Fizemos um passeio cívico bem sem vergonha, porque já estávamos adiando em um dia a volta e não dava pra ficar mais. Mas deu pra conhecer a cidade do alto na Torre de TV, passeamos pelos jardins da Dilma e entramos na catedral, que acho que foi "a escolha" de todo mundo (minha foi), dentre os monumentos de Niemeyer.
Tem a Ponte JK também que é muito linda e deixa aquela estaiada de São Paulo no chinelo.
Aí encerrou a nossa jornada e o próximo ponto turístico que eu vi foi o Orelhão de Itu, rs... mas esse já é tópico de outra viagem ;)
Fotografias:
As impressionantes águas azuis de Mateiros. Picasa.
Cenas do próximo capítulo:
Finanças! Tipo propaganda de cartão de crédito: não tem preço! =D
Como tínhamos apenas um dia em Piri, segui a dica de uma amiga de Brasília e fomos pra RPPN da Vargem Grande, onde tem duas cachoeiras, a Santa Maria e a do Lázaro (a primeira tem uma praia bem gostosa). RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - é uma categoria de Unidade de Conservação particular; é como um parque, tem também suas regras, mas a terra é de domínio privado. Tem um centro de visitantes bacana, com lanchonete, lojinha e banheiros.
No dia seguinte, pra abrandar a overdose de estrada, paramos pra almoçar em Alto Paraíso e fomos até as Loquinhas, que também é uma propriedade particular, com uma recepção e banheiros. São duas trilhas e ao longo delas distribuem-se 12 poços! Água cristalina e trilhas muito bem feitas, na maior parte suspensas (de madeira), com decks, bancos e escadinhas pra entrar na água, que nesse época é gelada! Fica do lado da cidade, o acesso é muito fácil.
A nossa próxima "atração" foi só dois dias depois, já no Jalapão: Cachoeira Brejo da Cama. Essa sim é só pra 4x4, ou a pé, ou a cavalo... bicicleta eu não recomendaria, rs... água limpíssima, poço ótimo pra banho, "hidromassagem". Foi lá que degustamos a melancia, hummmm... ah, e foi um dos poucos lugares da viagem onde não vimos NINGUÉM. Sensação de estar no meio do nada mesmo!
Depois nossa diversão foi no Rio Novo, no camping. A Ana encheu a boia pink e ficamos lá, tomando sol, fugindo do sol, lendo na praia, fazendo comida, comendo... ô trem bão! Só que depois do almoço já estávamos tendo crise de abstinência de estrada e fomos pras dunas!
A dica do S. Antônio foi ótima, que é ir ver o por do sol nas dunas. Como ele mesmo diz, "não tem nada pra fazer lá" e durante o dia fica um calorzão infernal, então já é meio de praxe a galera ir no fim do dia. Dito e feito: "nóis e a galera"! Acabou-se a sensação de estar no meio do nada... mas faz parte, nada que incomode (demais). O que importa é que nós chegamos primeiro e pegamos o melhor lugar, kkkkk... como presente dos céus ainda deu pra ver a lua cheia nascer, um espetáculo! Aí sim ficamos só nós porque a "galera" tinha medo do escuro... aff, escuro! Não precisava nem de lanterna tamanha era a claridade da lua cheia!
E enfim chegou o grande dia de conhecer o Fervedouro! O plano inicial era levantar acampamento e ir pra Mateiros, onde ficam o Fervedouro, a Cachoeira do Formiga e a comunidade quilombola que faz artesanato de campim dourado, mas... com o problema do carro tivemos que acelerar o cronograma e fizemos tudo isso num bate-volta.
Não deu pra ir na comunidade ver o campim dourado e a mulherada foi às compras enquanto o PC negociava o guincho/táxi com a seguradora. Foi nessa hora que ficamos sabendo que teríamos que ir pra Palmas "ainda hoje" e aí começou a gincana para conhecer os atrativos de Mateiros! Compramos meia dúzia de lembrancinhas e pé na estrada.
O Fervedouro é realmente incrível! Eu estava tentando controlar as minhas expectativas, pra não me decepcionar, mas superou mesmo as expectativas incontroladas! Não tem nem como descrever a sensação... mas imagine-se em um poço com fundo de areia, só que seus pés não tocam o chão e você também não afunda... a areia chega até a cintura, mas fica "fervendo"... uma coisa MUITO louca! A única desvantagem é que você sai de lá com areia até o ouvido (por dentro, rs...)!
A Cachoeira do Formiga fica pertinho do Fervedouro e a ideia incial era acampar lá, mas teria sido a maior roubada, porque estava LOTADO, a maior farofa. Tudo bem que era domingo... talvez o lance seja ir no meio da semana. Mas o lugar é realmente lindo. Mesmo com toda aquela gente a beleza salta aos olhos e a água azul impressiona. No fim, como diz meu amigo Axé, "tudo é perfeito" e a gente teve que passar correndo por esse paraíso ultra-povoado!
Em Palmas a gente não conseguiu passear, pois o conserto do carro foi rápido (UFA!). Hotel, shopping, restaurante japonês, supermercado, posto de gasolina com loja de conveniência... pronto, chega de cidade! A segunda parte da expedição foi para a parte menos explorada da Chapada dos Veadeiros, que tem Cavalcante como cidade de apoio.
Mas no caminho paramos em Natividade, a "princesinha do Tocantins" segundo o PC! A cidade é realmente uma graça, com casinhas muito fofas, um centro histórico super preservado, mas sem nenhum apelo turístico. Parece uma cidadezinha de novela (novela boa, é claro, coisa rara...). E lá tem uns tais de uns biscoitinhos, que o PC descobriu em uma viagem a trabalho. Lá fomos nós atrás dos biscoitinhos e fomos parar na fábrica! Super artesanal, o pessoal sentado em roda enrolando os biscoitos e ao fundo enormes fornos a lenha! A partir daí uma das frases bem repetidas, sempre que o Pablo ia arrumar a bagagem era: "cuidado com os meus biscoitos de Natividade!"
Em Cavalcante o primeiro passeio foi para a Cachoeira da Santa Bárbara, que fica dentro da comunidade quilombola Kalunga. Essa que é a cachoeira de água azul impressionante que eu e o PC fomos no ano passado e que de água na boca de muita gente! E lá estava ela, imponente, azul, gelada! Ainda dentro da comunidade tem a Cachoeira da Capivara, com água esverdeada, linda também.
Enquanto no Jalapão a gente teve uma vida sedentária ("chacoalhária", é verdade, mas tudo se chegava de carro), na Chapada tem que camelar! Pra ir na Sta. Bárbara e Capivara, se tiver de 4x4 anda menos, mas mesmo assim são uns bons minutos de caminhada.
No dia seguinte fomos pra Cachoeira Rei do Prata e aí sim a gente andou, andou, andou... o dia inteiro! Mas valeu a pena! Tem que ir com guia, pois fica dentro de uma propriedade particular. Tem um trecho de passagem difícil, pela água, que precisa até de corda, então é bom estar com alguém experiente. O trajeto passa por diversos córregos, então se você estiver acostumado a andar de papete é uma boa, ou então vai ter que ficar tirando e pondo tênis umas oito vezes! Ou, pior, andar de tênis molhado...
A ideia era ir embora logo cedo, pra dar uma passada em São Jorge, mas ouvimos umas "propagandas" de uma tal Ponte de Pedra e resolvemos conferir. Também precisa de guia e o Daniel mais uma vez nos levou. Tem paisagens muito lindas e um banho gelado para os corajosos. A caminhada é boa, com um trecho bem íngreme, mas não muito longo. Estávamos de volta a tempo de fazer o almoço, desmontar acampamento e seguir viagem.
Desistimos de São Jorge e fomos direto pra Brasília. Mais uma vez foi muito bom reencontrar os azulejos, tapetinhos de banheiro, cama e cia! Fizemos um passeio cívico bem sem vergonha, porque já estávamos adiando em um dia a volta e não dava pra ficar mais. Mas deu pra conhecer a cidade do alto na Torre de TV, passeamos pelos jardins da Dilma e entramos na catedral, que acho que foi "a escolha" de todo mundo (minha foi), dentre os monumentos de Niemeyer.
Tem a Ponte JK também que é muito linda e deixa aquela estaiada de São Paulo no chinelo.
Aí encerrou a nossa jornada e o próximo ponto turístico que eu vi foi o Orelhão de Itu, rs... mas esse já é tópico de outra viagem ;)
Fotografias:
As impressionantes águas azuis de Mateiros. Picasa.
Cenas do próximo capítulo:
Finanças! Tipo propaganda de cartão de crédito: não tem preço! =D
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Jalapão e Chapada dos Veadeiros - Parte 6 de 10: alimentação
Nossas viagens e acampamentos tem um glorioso histórico de altos rangos e dessa vez não foi diferente! Para sorte da equipe a Ana entrou de férias uma semana antes da viagem e pode fazer uma excursão pela Zona Cerealista de São Paulo (e pela Santa Ifigênia, e pela Florêncio de Abreu, e pela 25 de Março...).
No dia da viagem nós nos reunimos em Itu e fizemos a compra de supermercado. Como a ideia era acampar a maior parte do tempo e em lugares inóspitos, levamos todos os apetrechos para cozinhar e muita, muita comida (na verdade não teve muito exagero, mas como foi comida para cinco pessoas, durante duas semanas, dava a impressão de ser muita, muita coisa).
Comemos em alguns restaurantes, mas em geral comíamos melhor no acampamento... ainda mais porque eu e a Pri não comemos carnes e as adaptações nem sempre existem...
Segue a lista de restaurantes:
Restaurante Serrinha (beira de estrada, logo que entra em Goiás, indo pra Goiânia): comida de fogão a lenha com bastante opção sem carnes
Restaurante Aravinda (Pirenópolis): tem uns risotos diferentes, também com ótimas opções sem carne. Os pratos são individuais, mas muito bem servidos
Restaurante Piqui de Piri (Pirenópolis): fica meio escondido, fora do circuito central de restaurantes badalados, mas vale a pena. O ambiente é muito gostoso, os donos uma simpatia e a comida é ótima!
Não lembro o nome do restaurante que almoçamos em Alto Paraíso, mas é só perguntar pelo tambaqui a pururuca da Néia. Os não carnívoros passam muito bem por aqui e as sobremesas são tentadoras, como o bolo quente c/ sorvete.
Restaurante e Pousada Boi Carreiro (Arraias): fomos muito bem atendidos e rolou até uma sugestão de receita de um macarrão com abóbora que, dada a nossa fome, estava delicioso ;)
Restaurante (e Pousada) Beira Rio (Ponte Alta): fica bem de frente para a praia, o que pode ser uma grande desvantagem, porque tinha um infeliz com um som ensurdecedor no carro. Mas a comida é boa e tem picolé de cupuacu por 1,00 (ou então você vai até o mercadinho e paga 0,75, hehe)
Em Palmas um amigo do pai do PC que mora lá e foi um dos nossos grandes anfitriões da viagem, o Donizete, nos levou no Muralha Chinesa, que tem comida chinesa e japonesa por quilo a um preço bem honesto.
Em Cavalcante almoçamos na comunidade Kalunga. Comida de fogão a lenha, com ovinho frito, hum... Pra nossa sorte estava tendo quermesse na cidade e tinha o melhor pastel que já comi na vida! Depois "esticamos" na cervejaria artesanal Aracê, onde tem umas comidinhas chilenas interessantes.
Já na volta para Brasília paramos na Pamonharia Veredas e foi uma das melhores coisas que fizemos na viagem! Na ida vimos vááááárias pamonharias e não paramos em nenhuma. O Pablo, que nunca tinha comido pamonha, já estava quase desistindo, mas valeu a pena esperar!
Em Brasília jantamos na pizzaria Fratello Uno e todo mundo se desmanchava em elogios ao lugar, ao atendimento e à comida, é claro. Recomendadíssima!!!
No dia seguinte almoçamos com o nosso amigo Briozo, que trabalha no INCRA, e nos sugeriu o Restaurante Terra Viva. Comida vegetariana muito boa, com um farto buffet e uma torta de cupuaçu deliciosa!
O jantar foi em Uberlândia, no Seo Chico, o único restaurante perto do hotel. Esquemão família, com muita comida e preço baixo!
Agora vem a parte mais legal, que é o nosso cardápio do acampamento, chefiado pela Ana, mas com contribuições de todos:
Na primeira noite acampando, que foi o nosso camping selvagem rolou um risoto de alho poró com tomate seco (vai vendo...). E é risoto de verdade, viu, com arroz arborio!
Depois, no camping Rio Novo teve um macarrão ao pesto, que a Ana já tinha levado pronto. Essa foi a nossa comidinha zás-trás de acampamento ;)
No dia seguinte uma refeição completíssima, na qual contamos 16 ingredientes ao todo! Arroz com abóbora, mandioquinha e curry, lentilha, ovo mexido, salada (tomate, beteraba, cenoura) e farofa;
Depois foi a vez do cuscuz marroquino com palmito, cenoura, azeitona, uva passa, castanha de caju e pimentão;
Na sequência teve um arroz com lentilha, tabule e purê de inhame;
Esse jantar foi especial, pois o S. Antonio e a D. Milma, donos do camping, foram jantar conosco: macarrão com molho de tomate pelado, abóbora, azeitona preta, alecrim e alcaparra (massas de grano duro, é claro);
Pra finalizar a estadia no Rio Novo comemoramos com uma bela Feijuca! Na verdade duas: uma com carne e outra sem (com ricota defumada apimentada)! Acompanhamentos: abóbora, arroz, vinagrete e farofa. Os convidados da noite foram os nossos salvadores, motoristas do guincho e do táxi, S. Elso e Alberto;
O jantar no camping Canto do Brasil, em Cavalcante, teve quinua com abobrinha, pimentão e cenoura, berinjela com jiló, lentilha e salada (milho, tomate, atum (pra quem come), azeitona e cebola roxa). Deve ter batido o recorde de número de ingredientes!
Na noite seguinte um risoto de funghi (esse mais autêntico ainda, com caldo de legumes feito na hora - nada de tabletinho!!! - e vinho branco) e pra acompanhar um quiabo ao alho e óleo. Chique demais!!!
Encerrando as festividades teve um macarrão com molho de tomate, creme de leite e abobrinha e salada de milho, tomate, beterraba e cenoura. Almocinho rápido antes de ir embora ;)
Para os lanches nós levamos: polenghinho, frutas secas (pêra glaceada, damasco, ameixa, abacaxi, uva, banana, castanhas de caju e pará), bolachas (gergelim, club social, negresco, passatempo), goiabinha, nutry, salgadinhos (rufles, pringles, cebolitos, doritos, torcida jalapeño, stiksy, baconzitos, piraquê presunto e gergelim), gorgonzola, salame, queijo minas padrão, pão sírio, pão integral, biscoito de polvilho e as frutas: banana, maçã, melancia, abacaxi, além dos chocolates, é claro!
E de café da manhã: granola, fibras, mel, geléia, manteiga (Aviação em lata), requeijão, café, leite em pó, nescafé, sucos concentrados de maracujá e caju, chai, chás, pão integral, bisnaguinha, banana, maçã e ovos mexidos (no camping Rio Novo, ovos caipiras!).
Essa história de que comida de acampamento é miojo e outras porcarias prontas cheias de glutamato não cola! Mesmo que você não tenha experiência com a alta culinária, é perfeitamente possível fazer um macarrão com um molho decente! Lentilha é uma ótima opção, pois cozinha bem rápido, se comparada com feijões (ah, a feijuca foi com feijão cozido que vem numas embalagens longa vida... eu nunca tinha visto, mas não tem NADA a ver com feijoada em lata... é só feijão cozido mesmo e aí você tempera como quiser).
Foi a primeira vez que usamos fogareiro a gás e está aprovado. Geralmente usamos o fogareiro a álccol Montana, que é mega prático, pequinininho e eficiente, mas ter duas bocas (sendo uma delas praticamente um maçarico) ajudou bastante!
Levamos alguns vegetais frescos de Itu e em Palmas reabastecemos a dispensa. No Jalapão é bem complicado comprar comida, mas em Cavalcane é tranquilo, tem vários mercadinhos... só não reparei no preço, pois a gente realmente não precisou de nada lá (só gelo e cerveja, na verdade...).
Cozinhar no acampamento proporciona uma economia enorme, é muito barato! Mas por outro lado, prestigiar a culinária local também é importante... além de ser uma distribuição de renda, contribuindo com a galera que vive do turismo. Por isso que em Cavalcante a gente almoçou nos Kalunga e a noite fomos na quermesse e na cervejaria Aracê. No Rio Novo também teria a opção de comer por lá, mas aí seria bem mais caro e estávamos com muita comida.
Ter bastante coisa de lanche ajuda a gastar menos nas paradas da estrada (que não são poucas). Fora o detalhe que nos passeios quase nunca tem onde comer (sabe aquele pastelzinho na beira da praia?! Esquece!). Levamos coisas "naturebas", como frutas secas e castanhas, mas também muita "porcaria", afinal, ninguém estava fazendo retiro de desintoxicação, rs... só o Pablo que não se conformava como a gente conseguia comer "essas bolachas de criança!".
Fotografias:
Segue agora a seção das dunas do Jalapão, paisagem impressionante! Picasa.
Cenas do próximo capítulo:
Passeios! O bom é que sempre "sobra" coisa pra próxima vez!
(Cachoeira da Velha... essa é uma que ficou pra próxima...)
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Jalapão e Chapada dos Veadeiros - Parte 5 de 10: hospedagem
A ideia inicial era priorizar o camping selvagem, que é acampar em locais que não são campings "oficiais", como do lado de um rio. A grande desvantagem de fazer isso é segurança, pois os paranoicos paulistas não deixariam o acampamento "largado" pra ficar o dia todo fora fazendo um passeio. A solução seria montar e desmontar o acampamento todo dia, coisa que logo se mostrou cansativa e demorada. Como disse a Ana: "eu não tenho mais coluna pra ficar armando e desarmando barraca todo dia!". O fato é que a gente é um bando de tiozão bunda mole, que gosta de colchão inflável e outros confortos que dificultam o nomadismo.
E tem também os imprevistos. O nosso desvio de rota da ida acrescentou um pernoite em pousada, pois não conseguimos chegar em Ponte Alta na data prevista. O nosso "passeio" em Palmas também acrescentou um pernoite em hotel, porque não deixariam a gente acampar na "segunda maior praça do mundo". E por fim, na parada em Brasília a Dilma não autorizou um camping selvagem no jardim do Palácio do Planalto... uma pena!
Veja como ficou a nossa configuração de dormidas:
Uberaba: Hotel Albatroz - foi a nossa salvação, pois a cidade estava lo-ta-da, por conta de um vestibular (?!) e do show do Alexandre Pires (?!?!). Não recomendo, foi realmente um caso de emergência.
Pirenópolis: Pousada Dona Geni - ma-ra-vi-lho-sa! Depois de vasculhar sites, guias e GPS, ao entrar na cidade nos deparamos com a simpática casa azul e branca e foi por lá mesmo que ficamos! Ótima localização no centro hostórico e tarifas honestas. Ficamos duas noites, mas Piri merece mais!
Arraias: Pousada Boi Carreiro - assim como na parada de Uberaba também foi a nossa salvação, pois estávamos correndo o risco de ter que acampar na beira da estrada ou dormir dentro da Dalva, já que Campos Belos, a "metrópole" da região, também estava lotada, por conta de uma feira agropecuária... é, em Goiás as cidades também lotam! Mas essa foi uma salvação de verdade! O proprietário, Sr. Antonio, foi muito bacana e as instalações surpreenderam (lembre-se que aqui tínhamos acabado de entrar no Tocantins...), por um preço justo. Ah, também é restaurante.
Ponte Alta: camping selvagem - finalmente! Demorou pra achar "um cantinho", mas foi incrível! Fica na altura da cachoeira da Sussuapara, só que do outro lado da estrada, ao lado de um riozinho e com "amplos toiletes" :) Tem um morador perto, com quem conversamos antes e depois demos uma gorgeta, mas do "camping" nem dava pra ver a casa dele, tem uma florestinha no meio.
Mateiros: camping Rio Novo - lugar idílico! Fica a 100 km de Ponte Alta e a 70 km de Mateiros, super bem sinalizado, tem um monte de placas na estrada. No meio do nada, mas na beira do Rio Novo, com umas prainhas deliciosas, banheiros (o feminino com espelho e ducha higiênica!), chuveiros (frios, é claro), cozinha com mesa e pia. Claro que tudo extremamente rústico, mas dá pra sentir um cuidado, um carinho na organização das coisas (a duchinha do banheiro é uma improvisação com mangueira de jardim, muito legal). Tem iluminação das 18h às 21h, por gerador. Mais uma vez fomos recebido por um simpático Sr. Antonio e sua mulher Milma. O S. Antonio "apaixonou" pelo PC e era um tal de "Paulinho" pra lá, "Paulinho" pra cá, uma graça! No último dia eu falei que por mim ficava lá com eles e ele disse: "fica, nóis cria ocê facinho!". Foi aí que a Dalva quebrou e acabamos ficando 4 noites. Por mim ficaria mais... vou pensar na proposta do S. Antonio, hehe.
Palmas: Hotel Estrela - pelo mesmo preço do hotel que ficamos em Uberaba tivemos quartos arejados, banheiros impecáveis e um café da manhã de tirar o chapéu!
Cavalcante: camping Canto do Brasil - as histórias de camping são as melhores, parece que não tem muita graça falar de hotel! A ideia em Cavalcante era ir para o camping Veredas, que foi onde eu e o PC ficamos da outra vez que fomos à Chapada. Mas lá não tem energia elétrica e nós chegamos à noite, um friozinho... eu só conseguia pensar em um chuveiro quente. Mais uma vez a mentalização virou realidade (to ficando boa nisso!) e lá tinha um banheiro que eu nunca tinha visto em campig! Pia com bancada, prateleiras, cabides, um luxo! Outra vantagem é que fica do lado da cidade e dá pra ir à pé. Os donos também são muito bacanas, o Fernando e a Beatriz. O Fernando toca carron e rolou uma dupla com o PC. Na primeira noite foi um sossego, só nós e a lua cheia... já na segunda... meia noite e pouco, a gente no décimo quinto sono e acordo com um som de carro e vozes histéricas com sotaque carioca. A maior algazarra! Dava a impressão que eram umas 15 adolescentes viajando sem a mãe pela primeira vez (no dia seguinte vimos que eram só quatro). Eu, completamente sonolenta, estava pensando que atitude tomar, até que escuto um sonoso "Schiiiiiiuuuuuu", ao qual logo respondem: "Ai, eu não sabia que tinha génte durrrrrrrrrmindo". É mole?! A terceira e última noite foi surpreendentemente tranquila, hehe. Nesse camping tem uma boa estrutura de cozinha, com fogão e tudo. Com um pouquinho de cara de pau e sem exageros dá pra pedir pra deixar alguma coisa na geladeira do Fernando ;)
Brasília: Hotel Aristus - o mais caro da viagem, claro, afinal Brasília é Brasília! Mas valeu a pena!
Uberlândia: Hotel Sara - por um preço menor que o hotel de Uberaba, mais um quarto confortável, banheiro impecável e café da manhã excelente!
(os preços virão em uma postagem especial sobre o assunto)
Essa foi a nossa saga. Adoro a vida campista, mas também não dispenso um azulejo... se tiver um tapetinho no banheiro então, vixe, me conquista na hora! Mas o camping tem uma coisa que eu realmente adoro, que é aquele momento do xixi da madrugada, quando a gente sai da barraca, tudo quieto em volta, o céu estupidamente estrelado... pra alguns pode parecer um extremo desconforto, mas eu adoro... me sinto tão perto da natureza, me sinto tão "em casa"!
Papo de meninas:
Ficar menstruada num acampamento pode não ser das coisas mais confortáveis, mas não se desespere, dá pra sobreviver! Eu, sortuda que sou, fui escolher logo o dia do camping selvagem pra começar o ciclo :S Haja OB super e absorvente noturno (o xixizinho da madrugada eu curto, mas trocar absorvente no escuro e no meio do mato ninguém merece!). O bom do OB é que ele é biodegradável, então pode enterrar e não precisa ficar andando com "lixo radioativo" (deixar absorvente em acampamento selvagem está fora de cogitação, ok?!).Fotografias:
Seleção de fotos do camping Rio Novo, onde pegamos uma lua cheia fantástica e espetáculos do sol nascente e poente! Vai lá: Picasa
Cenas do próximo capítulo:
Alimentação! Se prepara... aaaaaaltos rangos!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Jalapão e Chapada dos Veadeiros - Parte 4 de 10: equipamentos
Se você leu a postagem "equipe" percebeu que o veículo e o GPS são muito mais do que equipamentos e mereceram um destaque especial. Mas como lá eu ressaltei os aspectos humanos, vou incluí-los aqui também.
Então vamos lá, o veículo. Todos os sites e guias que eu consultei enfatizam a necessidade de ter um veículo 4x4 para conhecer o Jalapão. O principal problema para carros baixos e/ou sem tração é a areia fofa, quase constante por lá. Isso não quer dizer que não dê pra passar... nós vimos Unos, Gols, Monza e muitos outros carros baixos circulando nas estradas de areia cor de laranja. Alguns circulando e alguns afundados até a porta! Por isso outra frase frequente na viagem foi: Será que eles precisam de ajuda?!
A minha humilde avaliação quanto ao uso de carros baixos e/ou sem tração é que 1) detona muito mais o carro, porque fica batendo no fundo (tem pedras e desníveis também) e forçando em situações para as quais esses carros não foram desenvolvidos; 2) se num carro alto e tracionado o motorista tem que ser BOM, em um carro baixo o motorista tem que ser MUITO BOM, porque senão fica mesmo, à espera de alguma boa alma que possa te tirar da encrenca; 3) vai ter pontos em que o carro simplesmente não passa e aí você vai precisar camelar debaixo do sol inclemente para chegar ao seu destino, como é o caso das Dunas, que sem um carro alto tem que andar quase 5 km pra chegar... na areia fofa!; por fim, 4) precisa ter a cuca fresca e tempo de sobra, porque VAI encalhar e aí não adianta xingar nem estressar... tem que esperar...
E mesmo tendo um carro alto, tracionado e um motorista MUITO BOM, nós ficamos na mão... foi por causa de um problema mecânico, algo na bomba injetora ou coisa que o valha. Não teve acordo e nem mecânico por lá que desse jeito. Acionamos o seguro e fomos resgatados para resolver o problema em Palmas. Isso nos custou a Cachoeira da Velha, que ficou pra próxima...
Pelo menos o carro quebrou no camping Rio Novo, um local agradabilíssimo, mas a 70 km de um sinal de celular (e nas estradas de lá isso significa duas horas pra ir e duas horas pra voltar...). Enfim, qualquer contratempo por lá significa pelo menos um dia pra resolver.
Fora isso a Dalva foi super guerreira e passou com graça e elegância pelos caminhos mais casca grossa!
Agora o Gepeto! Não é qualquer base de dados que tem as estradas e a localização dos pontos do Jalapão. O PC que cuidou disso e não sei os detalhes, mas se quiser saber, escreva aqui que a gente te manda os arquivos. Importante dizer que o Gepeto é "roots", à prova d´água e poeira. Não sei se um GPS "urbano" daria conta do recado...
E por falar em Gepeto, ele funciona com duas pilhas pequenas recarregáveis e como lá nem sempre se encontra pontos de energia elétrica, compramos um adaptador pro carro, que liga na saída de 12V e tem duas tomadas que suportam até 150W. Com isso dá pra carregar pilhas, baterias, iPod, ligar uma lâmpada e até notebook (que não foi o nosso caso, mas certamente será útil em situações futuras...).
Ainda no setor de navegação recomendo os Guias 4 Rodas, tanto o de estradas quanto o de cidades, foram bem úteis. Celulares, se possível de várias operadoras, pois cada hora é uma que pega (a Vivo, de forma geral pega bem). É bom ter também cordas de reboqueno carro. Nunca se sabe quando alguém vai precisar de ajuda...
Depois vem o setor camping, que tem uma listinha considerável:
Barraca
Colchão inflavel + bombas (levamos uma que funciona na saída 12V do carro e uma manual, dupla perfeita para o conforto do campista!)
Saco dormir e manta (não se iluda, faz frio! Principalmente na Chapada)
Lanterna e pilhas
Caixa térmica, a famosa "gelladeira"
Gelo permanente (levamos um da Coleman, mas acabamos usando pouco porque foi mais fácil comprar gelo do que deixá-lo em uma geladeira)
Fogareiros (levamos um a gás e um a álcool, o famoso Kit Montana, vale a pena conferir)
Panelas, pratos, talheres, copos
Tábua de cortar
Descascador de legumes, abridor de lata, saca rolhas
Coador de café
Garrafa térmica
Potes de plástico
Prendedores e corda pra fazer varal
Filme plástico, papel toalha
Fita crepe (pra fechar embalagens)
Fósforo
Vela
Sabão de coco
Bucha
Detergente
Banquinhos
Mesa dobrável
Panos de prato
Sacolas
Caixa plástica (aquelas grandes usadas em quitanda)
Rede (levamos quatro e não usamos... não deu tempo, hehe)
Violão (e alguém que toque, é claro, hehe)
iPod e caixinhas de som
Baralho
Papel higiênico e pá de jardim (kit banheiro do camping selvagem!)
Setor caminhada:
Mochila pequena
Cantil
Óculos escuros
Chapéu
Bota e/ou papete
Repelente (conheci dessa vez o Exposis Extrem. Dura 10h e repele até carrapato!)
Protetor solar (inclusive o labial)
Canga (uma graça ver os meninos com suas cangas! É um adereço multiuso utilíssimo, que serve não apenas para forrar o chão, mas para se secar, proteger do sol, do vento de fim de tarde, das mutucas...)
Setor cuidados pessoais:
Toalha de banho (testei a de microfibra da Decatlon e definitivamente não gostei. O PC levou uma da Quechua, marca da Decatlon mais voltada pra coisas de camping, e adorou)
Escova de unha/bucha (essas nós não levamos, mas sentimos uma falta danada. Dava medo de olhar as unhas!)
Pinça
Lixa de unha
Hidratante (meninos, não negligenciem o hidratante!)
Agasalho e roupa quentinha pra dormir
"Roupa para capitais" (nunca se sabe quando vocâ vai precisar entrar num shopping, catedral ou museu!)
Coisas que a gente leva torcendo pra não usar:
Capa de chuva (enquanto a gente ficou lá não caiu uma gota, mas sempre gosto de ter uma capinha)
Kit de primeiros socorros (o colírio foi muito útil, pois tem uns mosquitinhos enxeridos que entram no olho. No mais, coisas para cuidar de machucados e remedinhos pra febre, desarranjos, dor...)
Bem, você pode até achar exagero, mas a maioria dos itens foi muito bem usada. Claro que tem coisas que daria para tirar, mas se podemos facilitar e agregar mais conforto, pra que sofrer?! O limite foi o que caberia no carro. Isso porque o bagageiro não estava muito bom, então colocamos em cima só um sacão com coisas mais volumosas... para a próxima estamos pensando em adquirir uma carretinha... brincadeira =D
Fotografias:
Segue o link para a segunda parte das fotos, que inclui a chegada no Jalapão: Picasa
Cenas do próximo capítulo:
Hospedagem! Oito noites em acampamento e sete em pousadas/hotéis.
Então vamos lá, o veículo. Todos os sites e guias que eu consultei enfatizam a necessidade de ter um veículo 4x4 para conhecer o Jalapão. O principal problema para carros baixos e/ou sem tração é a areia fofa, quase constante por lá. Isso não quer dizer que não dê pra passar... nós vimos Unos, Gols, Monza e muitos outros carros baixos circulando nas estradas de areia cor de laranja. Alguns circulando e alguns afundados até a porta! Por isso outra frase frequente na viagem foi: Será que eles precisam de ajuda?!
A minha humilde avaliação quanto ao uso de carros baixos e/ou sem tração é que 1) detona muito mais o carro, porque fica batendo no fundo (tem pedras e desníveis também) e forçando em situações para as quais esses carros não foram desenvolvidos; 2) se num carro alto e tracionado o motorista tem que ser BOM, em um carro baixo o motorista tem que ser MUITO BOM, porque senão fica mesmo, à espera de alguma boa alma que possa te tirar da encrenca; 3) vai ter pontos em que o carro simplesmente não passa e aí você vai precisar camelar debaixo do sol inclemente para chegar ao seu destino, como é o caso das Dunas, que sem um carro alto tem que andar quase 5 km pra chegar... na areia fofa!; por fim, 4) precisa ter a cuca fresca e tempo de sobra, porque VAI encalhar e aí não adianta xingar nem estressar... tem que esperar...
E mesmo tendo um carro alto, tracionado e um motorista MUITO BOM, nós ficamos na mão... foi por causa de um problema mecânico, algo na bomba injetora ou coisa que o valha. Não teve acordo e nem mecânico por lá que desse jeito. Acionamos o seguro e fomos resgatados para resolver o problema em Palmas. Isso nos custou a Cachoeira da Velha, que ficou pra próxima...
Pelo menos o carro quebrou no camping Rio Novo, um local agradabilíssimo, mas a 70 km de um sinal de celular (e nas estradas de lá isso significa duas horas pra ir e duas horas pra voltar...). Enfim, qualquer contratempo por lá significa pelo menos um dia pra resolver.
Fora isso a Dalva foi super guerreira e passou com graça e elegância pelos caminhos mais casca grossa!
Agora o Gepeto! Não é qualquer base de dados que tem as estradas e a localização dos pontos do Jalapão. O PC que cuidou disso e não sei os detalhes, mas se quiser saber, escreva aqui que a gente te manda os arquivos. Importante dizer que o Gepeto é "roots", à prova d´água e poeira. Não sei se um GPS "urbano" daria conta do recado...
E por falar em Gepeto, ele funciona com duas pilhas pequenas recarregáveis e como lá nem sempre se encontra pontos de energia elétrica, compramos um adaptador pro carro, que liga na saída de 12V e tem duas tomadas que suportam até 150W. Com isso dá pra carregar pilhas, baterias, iPod, ligar uma lâmpada e até notebook (que não foi o nosso caso, mas certamente será útil em situações futuras...).
Ainda no setor de navegação recomendo os Guias 4 Rodas, tanto o de estradas quanto o de cidades, foram bem úteis. Celulares, se possível de várias operadoras, pois cada hora é uma que pega (a Vivo, de forma geral pega bem). É bom ter também cordas de reboqueno carro. Nunca se sabe quando alguém vai precisar de ajuda...
Depois vem o setor camping, que tem uma listinha considerável:
Barraca
Colchão inflavel + bombas (levamos uma que funciona na saída 12V do carro e uma manual, dupla perfeita para o conforto do campista!)
Saco dormir e manta (não se iluda, faz frio! Principalmente na Chapada)
Lanterna e pilhas
Caixa térmica, a famosa "gelladeira"
Gelo permanente (levamos um da Coleman, mas acabamos usando pouco porque foi mais fácil comprar gelo do que deixá-lo em uma geladeira)
Fogareiros (levamos um a gás e um a álcool, o famoso Kit Montana, vale a pena conferir)
Panelas, pratos, talheres, copos
Tábua de cortar
Descascador de legumes, abridor de lata, saca rolhas
Coador de café
Garrafa térmica
Potes de plástico
Prendedores e corda pra fazer varal
Filme plástico, papel toalha
Fita crepe (pra fechar embalagens)
Fósforo
Vela
Sabão de coco
Bucha
Detergente
Banquinhos
Mesa dobrável
Panos de prato
Sacolas
Caixa plástica (aquelas grandes usadas em quitanda)
Rede (levamos quatro e não usamos... não deu tempo, hehe)
Violão (e alguém que toque, é claro, hehe)
iPod e caixinhas de som
Baralho
Papel higiênico e pá de jardim (kit banheiro do camping selvagem!)
Setor caminhada:
Mochila pequena
Cantil
Óculos escuros
Chapéu
Bota e/ou papete
Repelente (conheci dessa vez o Exposis Extrem. Dura 10h e repele até carrapato!)
Protetor solar (inclusive o labial)
Canga (uma graça ver os meninos com suas cangas! É um adereço multiuso utilíssimo, que serve não apenas para forrar o chão, mas para se secar, proteger do sol, do vento de fim de tarde, das mutucas...)
Setor cuidados pessoais:
Toalha de banho (testei a de microfibra da Decatlon e definitivamente não gostei. O PC levou uma da Quechua, marca da Decatlon mais voltada pra coisas de camping, e adorou)
Escova de unha/bucha (essas nós não levamos, mas sentimos uma falta danada. Dava medo de olhar as unhas!)
Pinça
Lixa de unha
Hidratante (meninos, não negligenciem o hidratante!)
Agasalho e roupa quentinha pra dormir
"Roupa para capitais" (nunca se sabe quando vocâ vai precisar entrar num shopping, catedral ou museu!)
Coisas que a gente leva torcendo pra não usar:
Capa de chuva (enquanto a gente ficou lá não caiu uma gota, mas sempre gosto de ter uma capinha)
Kit de primeiros socorros (o colírio foi muito útil, pois tem uns mosquitinhos enxeridos que entram no olho. No mais, coisas para cuidar de machucados e remedinhos pra febre, desarranjos, dor...)
Bem, você pode até achar exagero, mas a maioria dos itens foi muito bem usada. Claro que tem coisas que daria para tirar, mas se podemos facilitar e agregar mais conforto, pra que sofrer?! O limite foi o que caberia no carro. Isso porque o bagageiro não estava muito bom, então colocamos em cima só um sacão com coisas mais volumosas... para a próxima estamos pensando em adquirir uma carretinha... brincadeira =D
Fotografias:
Segue o link para a segunda parte das fotos, que inclui a chegada no Jalapão: Picasa
Cenas do próximo capítulo:
Hospedagem! Oito noites em acampamento e sete em pousadas/hotéis.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Jalapão e Chapada dos Veadeiros - Parte 3 de 10: roteiro
Destino final ok, Jalapão. Para incrementar, na volta, uma "passadinha" na Chapada, que não precisa desviar nada da rota. Agora faltavam os detalhes e pesquisando no Google Maps e no Guia 4 Rodas on line vi que um dos caminhos seria passando bem perto de Pirenópolis, um lugar que há bastante tempo eu queria conhecer.
Então resolvemos fazer a ida via Goiânia e Piri e a volta passando na Chapada e Brasília. A princípio parecia perfeito, mas as condições da BR 153 não estavam lá das melhores, além do tráfego intenso de caminhões, então depois de Piri resolvemos voltar um pouco e fazer o caminho via Brasília e Chapada também na ida.
Isso alterou um pouco o nosso cronograma, mas permitiu uma parada estratégica para almoçar em Alto Paraíso e tomar um banho nas Loquinhas, um complexo com vários poços de água cristalina, onde eu e o PC estivemos há um ano e meio. No inverno a quantidade de água diminui bastante, mas mesmo assim é muito lindo!
Dormimos já no Tocantins, em Arraias, e no dia seguinte continuamos rumo a Ponte Alta, o Portal do Jalapão. Chega-se em Ponte Alta por asfalto, se for por Porto Nacional, mas preferimos cortar caminho por Pindorama, encarando nosso primeiro trecho de terra, uns 140 km. Ar condicionado, som e comidinhas ajudam a amenizar o cansaço e um certo tédio de ficar tanto tempo no carro. Também sempre tem alguma parada estretégica para fotos ;)
Depois da estada no Jalapão o roteiro sofreu um pequeno desvio para Palmas, pois precisamos levar a Dalva para o "hospital" (felizmente esse foi o nosso único contratempo da viagem!). Foi no mínimo insólito sermos resgatados de guincho e táxi no meio do Jalapão! Falarei mais sobre o tópico "veículo"...
De Palmas fomos direto pra Cavalcante (GO), que tem o lado menos explorado da Chapada dos Veadeiros. Tínhamos a intenção de chegar até São Jorge, mas acabamos desistindo por causa do Encontro de Culturas, um mega evento que certamente deixou a cidade lotada e depois de tanto tempo no deserto não sei se seríamos assim tão, digamos, tolerantes...
A parada em Brasília não estava nos planos originais, mas foi ótima! Depois de lá paramos pra dormir em Uberlândia (na ida foi Uberaba, mas definitivamente não vale a pena!), mais alguns km e de volta a Itu.
Resumindo:
Itu - Uberaba - Pirenópolis - Arraias - Ponte Alta - Mateiros - Palmas - Cavalcante - Brasília - Uberlândia - Itu!
Rodamos ao todo 5.335 km e a estimativa é que passamos 85 hora a bordo! Ao saber disso não é de se espantar que algumas das frases mais repetidas na viagem foram:
Falta muito?! E agora?!
Deixa que agora eu vou no meio...
O que tem na copa?
Ligou o Gepeto? Cadê o guia?
E por falar em Gepeto e em guia, são instrumentos fundamentais durante uma viagem por terras desconhecidas. Mas a fase pré também é super importante, para pesquisar condições das estradas e relatos de quem já foi, juntando a maior quantidade possível de informações, inclusive pontos bons para paradas e pernoites. Teremos aqui capítulos específicos para Hospedagem e Alimentação ;)
Fotografias:
Como temos muuuuuuuuitas fotos e eu não estou mais de férias, vou divulgando aos poucos. Essa primeira seleção vai até Alto Paraíso e está em um álbum da nossa conta no Picasa.
Cenas do próximo capítulo:
Equipamentos! Tão importante quanto a definição e planejamento do roteiro é preparar bem a tralha!
(quarto da Ana)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Jalapão e Chapada dos Veadeiros - Parte 2 de 10: equipe
Dalva: Mitsubishi Pajero GLS-B Diesel 2800 4x4
Gepeto: GPSmap 60CSx Garmin
Noise!
Pablo: engenehrio de arrumação de bagagens e gringo de estimação
Pablo: engenehrio de arrumação de bagagens e gringo de estimação
Carolina: co-pilota, navegadora e DJ
Ana Clara: chef
Carolina/Pri: assistente de copa e cozinha. Ah, a culpa foi dela!
Paulo Cesar/PC: Oh Captain, my Captain! Condutor e violeiro
Essa foi a nossa trupe. Cada um com suas habilidades, cada um com seus humores, todos felizes e bem dispostos! Eu e o PC já tínhamos vontade de conhecer o Jalapão e a chegada da Dalva foi um grande incentivo, mas tudo no plano das ideias. Até que a Pri me manda um e-mail sugerindo a viagem e os planos começaram a ficar mais concretos. A Ana é minha irmã e "brother" das aventuras, topou na hora! Pouco tempo depois o Pablo, então amigo só da Ana, se juntou a nós. O Gepeto foi o último a ficar pronto. Temperamental que é, brigou com o Windows Vista e quase que não conseguimos carregar os pontos. Mas depois ele foi tranquilo, só um pouco rabugento quando a gente não o obedecia, hehe.
Até hoje eu tive muita sorte com meus companheiros de viagem. Sorte?! Bem, não gosto muito dessa palavra - assim como não gosto de azar - porque acho que elas desmerecem/negligenciam tudo o que a pessoa fez pra obter o feito. Mas acabei usando a palavra sorte porque os grupos com os quais viajei sempre tiveram um quê de aleatório, de "acaso" (outra palavra que não gosto muito...).
Enfim, nunca fiquei planejando friamente quem convidar ou quais convites aceitar. Uma das conclusões que chego é que tenho amigos muito bacanas e que posso viajar tranquila com todos eles! Cada um no seu estilo, é claro (outra coisa importante é saber respeitar o estilo de cada um e/ou ser maleável e transitar feliz por diversos estilos...).
Mas falando de forma um pouco mais concreta, nessa viagem, que teve um toque de expedição, um dos cuidados foi completar a equipe com um representante masculino. Como eu já disse, a ideia começou com a Pri, depois veio a Ana e na busca pelo quinto passageiro foi importante pensar que não seria seguro nem saudável o PC ficar "sozinho" no meio de quatro mulheres!
Questões de igualdade de gêneros à parte, sertão é sertão e força física é força física. Felizmente não passamos por nenhuma situação tensa ou perigosa, mas o seguro morreu de velho. E, no fim das contas, o principal motivo é que o PC ia ficar doido com quatro tagarelas na orelha dele, rs...
E por mais "acaso" que tenha na formação da turma, o PC é meu companheiro há dez anos, a Ana é minha irmã há 28, a Pri amiga do coração há 12, com quem já morei junto e o Pablo, bem, ele eu não conhecia direito, mas seu lema é Gentileza gera gentileza. Teria como dar errado?! Claro que não! Sucesso absoluto!
Cenas do próximo capítulo:Até hoje eu tive muita sorte com meus companheiros de viagem. Sorte?! Bem, não gosto muito dessa palavra - assim como não gosto de azar - porque acho que elas desmerecem/negligenciam tudo o que a pessoa fez pra obter o feito. Mas acabei usando a palavra sorte porque os grupos com os quais viajei sempre tiveram um quê de aleatório, de "acaso" (outra palavra que não gosto muito...).
Enfim, nunca fiquei planejando friamente quem convidar ou quais convites aceitar. Uma das conclusões que chego é que tenho amigos muito bacanas e que posso viajar tranquila com todos eles! Cada um no seu estilo, é claro (outra coisa importante é saber respeitar o estilo de cada um e/ou ser maleável e transitar feliz por diversos estilos...).
Mas falando de forma um pouco mais concreta, nessa viagem, que teve um toque de expedição, um dos cuidados foi completar a equipe com um representante masculino. Como eu já disse, a ideia começou com a Pri, depois veio a Ana e na busca pelo quinto passageiro foi importante pensar que não seria seguro nem saudável o PC ficar "sozinho" no meio de quatro mulheres!
Questões de igualdade de gêneros à parte, sertão é sertão e força física é força física. Felizmente não passamos por nenhuma situação tensa ou perigosa, mas o seguro morreu de velho. E, no fim das contas, o principal motivo é que o PC ia ficar doido com quatro tagarelas na orelha dele, rs...
E por mais "acaso" que tenha na formação da turma, o PC é meu companheiro há dez anos, a Ana é minha irmã há 28, a Pri amiga do coração há 12, com quem já morei junto e o Pablo, bem, ele eu não conhecia direito, mas seu lema é Gentileza gera gentileza. Teria como dar errado?! Claro que não! Sucesso absoluto!
Roteiro! O Jalapão foi o grande objetivo, mas teve muito mais!
domingo, 24 de julho de 2011
Jalapão e Chapada dos Veadeiros - Parte 1 de 10: introdução
Fazia tempo que eu não ficava tanto tempo viajando... a última vez foi na lua de mel, mas o estilo foi bem diferente (embora nossa lua de mel tenha sido "adventure", foi uma lua de mel!).
Foram duas semanas intensas, que serão descritas em detalhes ao longo de dez capítulos de postagens aqui no Aralume, coisa inédita no blog e com estréia à altura. Minha ideia com todo esse relato é não apenas ajudar quem vai desbravar o Jalapão (TO) e a Chapada dos Veadeiros (GO), mas compartilhar um pouco dos nossos aprendizados, que serve para qualquer viagem de aventura, independente do roteiro.
Falar em "viagem de aventura" é até estranho, pois pra mim toda viagem é uma aventura. Não importa se você vai de avião ou jipe, se vai ficar num hotel estrelado ou num acampamento idem, se vai fazer sua comida ou prestigiar os chefs locais, se já foi antes ou se é a primeira vez, se está só ou acompanhado. O olhar do viajante deve ser atento e seus sentidos aguçados.
Vou falar mais pra frente das compras da viagem (sempre tem alguma coisa pra comprar, rs...), mas segue uma das minhas aquisições. Já escrevi sobre isso aqui no Aralume (Quem viu mais sabe mais) e essa é a minha grande justificativa pra viajar - se é que precisa de alguma!
Foram duas semanas intensas, que serão descritas em detalhes ao longo de dez capítulos de postagens aqui no Aralume, coisa inédita no blog e com estréia à altura. Minha ideia com todo esse relato é não apenas ajudar quem vai desbravar o Jalapão (TO) e a Chapada dos Veadeiros (GO), mas compartilhar um pouco dos nossos aprendizados, que serve para qualquer viagem de aventura, independente do roteiro.
Falar em "viagem de aventura" é até estranho, pois pra mim toda viagem é uma aventura. Não importa se você vai de avião ou jipe, se vai ficar num hotel estrelado ou num acampamento idem, se vai fazer sua comida ou prestigiar os chefs locais, se já foi antes ou se é a primeira vez, se está só ou acompanhado. O olhar do viajante deve ser atento e seus sentidos aguçados.
Vou falar mais pra frente das compras da viagem (sempre tem alguma coisa pra comprar, rs...), mas segue uma das minhas aquisições. Já escrevi sobre isso aqui no Aralume (Quem viu mais sabe mais) e essa é a minha grande justificativa pra viajar - se é que precisa de alguma!
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